Autoavaliação e heteroavaliação: uma abordagem prática no ensino superior

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18222/eae.v33.9199

Palavras-chave:

Autoavaliação, Heteroavaliação, Ensino superior, Ensino remoto

Resumo

Esta pesquisa-ação teve como objetivo compreender o impacto dos mecanismos de autoavaliação e heteroavaliação no ensino superior, por meio de abordagem prática num curso de engenharia. Para tal, foram realizadas experiências em cinco semestres, sendo três ocorridos presencialmente e dois como ensino remoto (devido à pandemia de covid-19), na mesma disciplina do curso superior de Engenharia de Produção de uma instituição pública de ensino no Brasil. Como principais resultados, observou-se que as práticas de heteroavaliação e autoavaliação proporcionaram transparência ao processo de avaliação, potencializaram o aprendizado dos acadêmicos e fizeram com que eles mantivessem o comprometimento na tarefa proposta.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Larissa Medianeira Bolzan, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pelotas-RS, Brasil

Professora adjunta do Curso Superior de Engenharia de Produção na UFPel e professora colaboradora no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCAmb/UFPel). É chefe da Seção e Apoio a Tecnologias Educacionais (SATE/PRE/UFPel). Pós-doutora em Administração pela Unisinos; doutora em Administração pela UFRGS e mestre e bacharel em Administração pela UFSM. Realizou estágio doutoral no Instituto de Educação da ULisboa. Pesquisa processos de ensino, aprendizagem e avaliação no ensino superior.

Walter Ruben Iriondo Otero, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pelotas-RS, Brasil

Professor do Centro de Engenharias da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Possui Doutorado em Engenharia e Gestão do Conhecimento pela Universidade Federal de Santa Catarina, com bolsa sanduíche na Universidade de Manchester (Reino Unido), e Pós-Doutorado em Administração pela Universidade Técnica de Lisboa (Portugal). Desenvolve pesquisa na área das Tecnologias Educacionais, Educação a Distância, Gestão do Conhecimento, CTS. É avaliador do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - BASis/MEC.

Rafael Monteiro Botelho, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pelotas-RS, Brasil

Graduando do curso de Engenharia de Produção da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Começou seus estudos universitário no primeiro semestre de 2014, atualmente está cursando o sétimo semestre do mesmo curso. Atualmente sou o diretor administrativo e financeiro da empresa júnior do curso (EPROD).

Referências

ALVES, L. R. G.; MINHO, M. R. S.; DINIZ, M. V. C. Gamificação: diálogos com a educação. In: FADEL, L. M. et al. (org.). Gamificação na educação. São Paulo: Pimenta Cultural, 2014. p. 74-97.

BATISTA, N.; BATISTA, S. H.; GOLDENBERG, P.; SEIFFERT, O.; SONZOGNO, M. C. O enfoque problematizador na formação de profissionais da saúde. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 39, n. 2, p. 231-237, 2005. DOI: https://doi.org/10.1590/S0034-89102005000200014

BEHAR, P. A. O ensino remoto emergencial e a educação a distância. Jornal da Universidade, Porto Alegre, edição extra 15, 2020. Disponível em: https://www.ufrgs.br/coronavirus/base/artigo-o-ensino-remoto-emergencial-e-a-educacao-a-distancia/. Acesso em: 27 abr. 2021.

BLACK, P.; WILLIAM, D. Assessment and classroom learning. Assessment in Education, London, v. 5, n. 1, p. 7-71, 1998. DOI: https://doi.org/10.1080/0969595980050102

BLACK, P.; WILLIAM, D. Avaliação e design de materiais educacionais. Journal of the International Society for Design and Development in Education, London, v. 2, n. 1, p. 7-21, 2006.

BLACK, P.; WILLIAM, D. Assessment for learning in the classroom. In: GARDNER, J. Assessment and learning. London: Sage, 2013. p. 12-25.

BOLZAN, L. M. Processos de ensino, de aprendizagem e de avaliação nos cursos superiores de administração sob a percepção de professores e de estudantes. 2017. 404 f. Tese (Doutorado em Administração) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2017.

BOLZAN, L. M.; FERNANDES, D.; ANTUNES, E. D. Concepções avaliativas no ensino superior de administração. Meta: Avaliação, Rio de Janeiro, v. 11, n. 32, p. 376-405, 2019. DOI: https://doi.org/10.22347/2175-2753v11i32.1998

BRASIL. Ministério da Educação. Portaria n. 343, de 17 de março de 2020. Dispõe sobre a substituição das aulas presenciais por aulas em meios digitais enquanto durar a situação de pandemia do novo coronavírus – covid-19. Brasília, DF: MEC, 2020.

BROOKHART, S. M. How to create and use rubrics for formative assessment and grading. Alexandria, VA: ASCD, 2013. DOI: https://doi.org/10.4135/9781452218649.n15

CORRÊA, G. C. G.; CAMPOS, I. C. P. de; ALMAGRO, R. C. Pesquisa-ação: uma abordagem prática de pesquisa qualitativa. Ensaios Pedagógicos (Sorocaba), Sorocaba, SP, v. 2, n. 1, p. 62-72, jan./abr. 2018.

ENGEL, G. I. Pesquisa-ação. Educar em Revista, Curitiba, n. 16, p. 181-191, 2000. DOI: https://doi. org/10.1590/0104-4060.214 DOI: https://doi.org/10.1590/0104-4060.214

FERNANDES, C. D. O. Avaliação das aprendizagens: sua relação com o papel social da escola. São Paulo: Cortez, 2012.

FERNANDES, D. Avaliação formativa: algumas notas. In: PORTUGAL. Ministério da Educação. Pensar avaliação, melhorar a aprendizagem. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional, 1994. p. 4-9.

FERNANDES, D. Para uma teoria da avaliação no domínio das aprendizagens. Cacém: Texto Editores, 2005.

FERNANDES, D. Para uma teoria da avaliação formativa. Revista Portuguesa de Educação, Braga, v. 19, n. 2, p. 21-50, 2006.

FERNANDES, D. Avaliação das aprendizagens: desafios às teorias, práticas e políticas. Lisboa: Texto Editores, 2008.

FERNANDES, D. Pesquisas de percepções e práticas de avaliação no ensino universitário português. Estudos em Avaliação Educacional, São Paulo, v. 26, n. 63, p. 596-629, set./dez. 2015a. DOI: https://doi.org/10.18222/eae.v26i63.368723 DOI: https://doi.org/10.18222/eae.v26i63.3687

FERNANDES, D. Práticas de avaliação de dois professores universitários: pesquisa utilizando observações e narrativas de atividades das aulas. Educar em Revista, Curitiba, n. especial 1, p. 109-135, 2015b. DOI: https://doi.org/10.1590/0104-4060.41488 DOI: https://doi.org/10.1590/0104-4060.41488

FERNANDES, D. Rubricas de avaliação: folha de apoio à formação – Projeto de Monitorização, Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica (MAIA). Lisboa: Ministério da Educação, 2021. Disponível em: https://afc.dge.mec.pt/sites/default/files/2021-12/Folha%205_ Rubricas%20de%20Avalia%C3%A7%C3%A3o.pdf. Acesso em: 14 mar. 2022.

FERNANDES, D.; FIALHO, N. Dez anos de práticas de avaliação das aprendizagens no ensino superior: uma síntese da literatura (2000-2009). In: LEITE, C.; ZABALZA, M. (coord.). Ensino superior: inovação e qualidade na docência. Porto: Universidade do Porto, 2012. p. 3693-3707.

FERNANDES, D.; GASPAR, A. Avaliação das aprendizagens: uma síntese de teses de doutoramento realizadas em Portugal (2001-2010). Meta: Avaliação, Rio de Janeiro, v. 6, n. 17, p. 199-222, 2014. DOI: https://doi.org/10.22347/2175-2753v6i17.209

GIBERTONI, D. A contribuição da pesquisa-ação na construção do conhecimento científico na Engenharia de Produção brasileira. 2012. Tese (Doutorado em Ciências Exatas e da Terra) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, SP, 2012.

GIELEN, S.; DOCHY, F.; ONGHENA, P.; STRUYVEN, K.; SMEETS, S. Goals of peer assessment and their associated quality concepts. Studies in Higher Education, v. 36, n. 6, 2011. DOI: https://doi.org/10.1080/03075071003759037

GIPPS, C. Beyond testing: towards a theory of educational assessment. London: Falmer, 1994.

MACHADO, E. A.; ABELHA, M.; BARREIRA, C.; SALGUEIRO, A. Avaliação pelos pares: percurso normativo da avaliação do desempenho docente em Portugal. Revista Portuguesa de Pedagogia, v. 46, n. 1, p. 73-93, 2012. DOI: https://doi.org/10.14195/1647-8614_46-1_4

MAGALHÃES, M. L.; BORGES-ANDRADE, J. E. Auto e heteroavaliação no diagnóstico de necessidades de treinamento. Estudos de Psicologia (Natal), Natal, v. 6, n. 1, p. 33-50, jun. 2001. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-294X2001000100005 DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-294X2001000100005

McKAY, J.; MARSHALL, P. The dual imperatives of action research. Information Technology & People, State College, PA, v. 14, n. 1, p. 46-59, 2001. DOI: https://doi.org/10.1108/09593840110384771 DOI: https://doi.org/10.1108/09593840110384771

MELO, A. S. E. de; MAIA, O. N. F.; CHAVES, H. V. Lewin e a pesquisa-ação: gênese, aplicação e finalidade. Fractal: Revista de Psicologia, Niterói, RJ, v. 28, n. 1, p. 153-159, jan./abr. 2016. DOI: https://doi.org/10.1590/1984-0292/1162 DOI: https://doi.org/10.1590/1984-0292/1162

MENESES, P. P. M.; ABBAD, G. Preditores individuais e situacionais de auto e heteroavaliação de impacto do treinamento no trabalho. Revista de Administração Contemporânea, Curitiba, v. 7, n. especial, p. 185-204, 2003. DOI: https://doi.org/10.1590/S1415-65552003000500010 DOI: https://doi.org/10.1590/S1415-65552003000500010

NICOLA, R.; AMANTE, L. Rubricas: avaliação de desempenho orientada às competências na educação superior. Estudos em Avaliação Educacional, São Paulo, v. 32, e07582, 2021. DOI: https://doi.org/10.18222/eae.v32.7582 DOI: https://doi.org/10.18222/eae.v32.7582

PEREIRA, J.; ECHEAZARRA, L.; SANZ-SANTAMARÍA, S.; GUTIÉRREZ, J. Student-generated online videos to develop cross-curricular and curricular competencies in Nursing Studies. Computers in Human Behavior, v. 31, p. 580-590, 2014.24 DOI: https://doi.org/10.1016/j.chb.2013.06.011

PERRENOUD, P. Avaliação da excelência à regulagem das aprendizagens: entre duas lógicas. Porto Alegre: Artmed, 2007.

PRENSKY, M. Digital game-based learning. Minnesota: Paragon House, 2001.

ROESCH, S. M. A. Notas sobre a construção de casos para ensino. Revista de Administração Contemporânea, Maringá, PR, v. 11, n. 2, p. 213-234, 2007. DOI: https://doi.org/10.1590/S1415-65552007000200012

ROESCH, S. M. A.; FERNANDES, F. Como escrever casos para o ensino de administração. São Paulo: Atlas, 2007.

SÁ, P.; MONTEIRO, A.; LOPES, A. Ensino, avaliação e aprendizagem em universidades brasileiras. In: FERNANDES, D. et al. (org.). Avaliação, ensino e aprendizagem no ensino superior em Portugal e no Brasil: realidades e perspectivas: Lisboa: Educa, 2014. p. 353-382. v. 1.

SCRIVEN, M. The methodology of evaluation. In: TYLER, R.; GAGNE, R.; SCRIVEN, M. Perpectives of curriculum evaluation. Washington, DC: American Educational Research Association, 1967. p. 22-48.

SILVA, J. F. da. Avaliação formativa: pressupostos teóricos e práticos. Porto Alegre: Mediação, 2012.

SIMONS, H. Avaliação e reforma nas escolas. In: ESTRELA, A.; NÓVOA, A. Avaliação em educação: novas perspectivas. Porto: Porto, 1999. p. 61-96.

SOUZA, G. H. S. Estilos de aprendizagem dos alunos versus métodos de ensino dos professores do curso de administração. In: ENCONTRO DA ANPAD, 37., 2013, Rio de Janeiro. Anais [...]. Rio de Janeiro, 2013.

THIOLLENT, M. J. M.; COLETTE, M. M. Pesquisa-ação, formação de professores e diversidade. Acta Scientiarum: Human and Social Sciences, Maringá, PR, v. 36, n. 2, p. 207-216, 2014. DOI: https://doi.org/10.4025/actascihumansoc.v36i2.23626

TRINCHERO, R. II ruolo dell’autovalutazione degli apprendimenti nell a formazione uniersitaria. Spunti dalla ricerca sul campo. Form@re – Open Journal per la Formazione in Rete, Teresina, v. 20, n. 1, 2020.

TRIPP, D. Pesquisa-ação: uma introdução metodológica. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 31, n. 3, p. 443-466, set./dez. 2005. DOI: https://doi.org/10.1590/S1517-97022005000300009 DOI: https://doi.org/10.1590/S1517-97022005000300009

VASCONCELLOS, C. D. S. Avaliação classificatória e excludente e a inversão fetichizada da função social da escola. In: FERNANDES, C. D. O. (ed.). Avaliação das aprendizagens: sua relação com o papel social da escola. São Paulo: Cortez, 2014. p. 12-34.

VILLAS BOAS, B. M. D. F. Avaliação formativa: práticas inovadoras. Campinas, SP: Papirus, 2014.

Downloads

Publicado

19-12-2022

Como Citar

BOLZAN, L. M.; IRIONDO OTERO, W. R.; MONTEIRO BOTELHO, R. Autoavaliação e heteroavaliação: uma abordagem prática no ensino superior: . Estudos em Avaliação Educacional, São Paulo, v. 33, p. e09199, 2022. DOI: 10.18222/eae.v33.9199. Disponível em: https://publicacoes.fcc.org.br/eae/article/view/9199. Acesso em: 9 fev. 2023.

Edição

Seção

Artigos