Conflitos e mediações: alteridade no contexto do feminismo estudantil

Autores

Palavras-chave:

ALTERIDADE, CONFLITO SOCIAL , MOVIMENTOS SOCIAIS: EDUCAÇÃO , PSICOLOGIA SOCIAL

Resumo

Neste artigo, refletimos sobre a função da alteridade na construção do ativismo de um coletivo feminista estudantil inserido em uma instituição federal de educação. Trata-se de uma pesquisa participante, cujo corpus de análise é constituído por diário de campo, análise documental e roda de conversa. A pesquisa situa-se no campo da Psicologia Social, sustentando-se na Teoria das Representações Sociais e na Teoria das Minorias Ativas, em conversa com teóricas feministas. Observamos que as relações de alteridade formam um ponto nevrálgico na criação e atuação do coletivo feminista participante no ambiente escolar. Concluímos que a atuação das jovens enquanto uma minoria ativa cumpriu papel central para que o coletivo alcançasse seus objetivos e fortalecesse sua identificação com o feminismo.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Vanessa Soares de Castro, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS)

Psicóloga, Graduada pela Universidade Federal do Rio Grande – FURG (2013), Coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gênero e Sexualidade (NEPGS) do campus Ibirubá, Mestra em Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria – UFSM.

Adriane Roso, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

Psicóloga, doutora em Psicologia (PUCRS), com pós-doutorado em Comunicação (UFSM) e Psicologia Social (Harvard University). Professora Associada na Universidade Federal de Santa Maria – UFSM. Desde 2009, vem liderando o Grupo de Pesquisa SMIC – Saúde, Minorias Sociais e Comunicação.

Camila dos Santos Gonçalves, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

Psicóloga, Mestrado em Psicologia, área de concentração Psicologia da Saúde (UFSM). Doutorado em Psicologia Social e Institucional (UFRGS). Docente do Curso de Psicologia da Universidade Franciscana - UFN e Tutora no Programa de Residência Multiprofissional em Atenção Clínica Especializada (UFN).

Referências

Almeida, S. L. (2018). Neoconservadorismo e liberalismo. In E.S. Gallego (Ed.), O ódio como política: A reinvenção da direita no Brasil. Boitempo.

Alvarez, S. E. (2014). Para além da sociedade civil: Reflexões sobre o campo feminista. Cadernos Pagu, 43, 13-56.

Arruda, A. (1998). O ambiente natural e seus habitantes no imaginário brasileiro: Negociando a diferença. In A. Arruda (Ed.), Representando a alteridade (pp. 17-46). Vozes.

Arruda, A. (2002). Teoria das representações sociais e teorias de gênero. Cadernos de Pesquisa, 117, 127-147.

Arruda, A. (2009). Teoria das representações sociais e ciências sociais: Trânsito e atravessamentos. Sociedade e Estado, 24(3), 739-766.

Beauvoir, S. de (1967). O segundo sexo: A experiência vivida (2a ed., v. II). Difusão Europeia do Livro.

Brandão, C. R. (2006). A pesquisa participante e a participação da pesquisa: Um olhar entre tempos e espaços a partir da América Latina. In C. R. Brandão, & D. R. Streck (Orgs.), A pesquisa participante: O saber da partilha (pp. 21-54). Ideias e Letras.

Castro, V. S. de, Roso, A., & Gonçalves, C. dos S. (2021). O feminismo não é entregue de bandeja: Saberes e práticas de um coletivo feminista estudantil. Revista Estudos Feministas, 29(2), e65655. doi: 10.1590/1806-9584-2021v29n265655

Flickinger, H.-G. (2018). Educação e alteridade em contexto de sociedade multicultural. Cadernos de Pesquisa, 48(167), 136-149.

Fraga, R. (2016, 24 de fevereiro). Alunas fazem mobilização pelo uso de shorts em escola de Porto Alegre. G1. http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2016/02/alunas-fazem-mobilizacao-pelo-uso-do-shorts-em-escola-de-porto-alegre.html.

Freitas, L. S. F., & Gonçalves, E. (2021). Cruzadas do gênero e gramática neoconservadora: Cenário pós-eleições presidenciais de 2018. Gênero, 21(2), 182-205.

Google. (2017, outubro). Dossiê BrandLab – A busca por diversidade no Brasil. Think With Google. https://www.thinkwithgoogle.com/intl/pt-br/futuro-do-marketing/gestao-e-cultura-organizacional/diversidade-e-inclusao/dossie-brandlab-diversidade/.

Hernandez, A. R. (2010). Imagens e discursos do movimento social espanhol “No a la guerra”: representações, ações e reações. In P. Guareschi, A. Hernandez, & M. Cárdenaz (Orgs.), Representações sociais em movimento: Psicologia do ativismo político (pp. 93-109). EDIPUCRS.

Hernandez, A. R., & Freitas, C. (2017). A relação entre a Teoria das Representações Sociais e a Teoria das Minorias Ativas no contexto de efervescência no Brasil. In A. Roso (Ed.), Crítica e dialogicidade em psicologia social: Saúde, minorias sociais e comunicação. Editora UFSM.

Holliday, O. J. (2006). Sistematização das experiências: Algumas apreciações. In C. R. Brandão, & D. R. Streck (Orgs.), A pesquisa participante: O saber da partilha (pp. 227-243). Ideias e Letras.

Jodelet, D. (1998). A alteridade como produto e processo psicossocial. In A. Arruda (Ed.), Representando a alteridade (pp. 47-67). Vozes.

Jodelet, D. (2005). Loucuras e representações sociais. Vozes.

Jodelet, D. (2014). Os processos psicossociais da exclusão. In B. Sawaia (Org.), As artimanhas da exclusão: Análise psicossocial e ética da desigualdade social (14a ed., pp. 55-67). Vozes.

Jovchelovitch, S. (1995). Vivendo a vida com os outros: Intersubjetividade, espaço público e representações sociais. In P. Guareschi, & S. Jovchelovitch (Orgs.),Textos em representações sociais (2a ed., pp. 63-85). Vozes.

Jovchelovitch, S. (2008). Contextos do saber: Representações, comunidade e cultura. Vozes.

Lanigan, L. (2008). Feminist activism, education and social change: Young feminists’ perspectives in the third wave [Dissertação de Mestrado]. University of Windsor, Ontario, Canadá.

Marková, I. (2000). Amédée or how to get rid of it: Social representations from a dialogical perspective. Culture & Psychology, 6(4), 419-460.

Marková, I. (2017). The making of the theory of social representations. Cadernos de Pesquisa, 47(163), 358-374.

Marques, G. M. (2014). O antifeminismo e o questionar do gênero no limiar dos séculos XIX-XX: Dos argumentos teóricos e epistemológicos à prática social. Revista de História da Sociedade e da Cultura, 14, 273-296.

Melo, I. (2019, 29 de março). Alunas do Colégio Anchieta fazem manifesto contra lista das mais bonitas. Gaúcha ZH. https://gauchazh.clicrbs.com.br/educacao-e-emprego/noticia/2019/03/alunas-do-colegio-anchieta-fazem-manifesto-contra-lista-das-mais-bonitas-cjtu5743y01gx01llcxebcupy.html.

Moscovici, S. (2011). Psicologia das minorias ativas. Vozes.

Rodrigues, P. R. (2018). Influência social, minorias ativas e desenvolvimento moral: Ensaio teórico sobre a representatividade política brasileira. Psicologia & Sociedade, 30, e173402. doi: 10.1590/1807- 0310/2018v30173402

Roso, A., Campos, J. F., & Santos, V. B. (2015). Identidades e alteridade: Representações a partir da experiência militar de missão de paz no Haiti. Memorandum, 29, 133-152.

Saffioti, H. (1999). Primórdios do conceito de gênero. Cadernos Pagu, 12, 157-163.

Saldanha, M., Scarparo, H. B., & Strey, M. N. (2013). Por que não somos todas feministas? Diálogo, 22, 107-116.

Silva, M. O. (2006). Reconstruindo um processo participativo na produção do conhecimento: Uma concepção e uma prática. In C. R. Brandão, & D. R. Streck (Orgs.), A pesquisa participante: O saber da partilha (pp. 123-149). Ideias e Letras.

Sobottka, E. A. (2010). Movimentos sociais e a disputa pela interpretação da realidade. In P. Guareschi, A. R. Hernandez, & M. Cárdenaz (Orgs.), Representações sociais em movimento: Psicologia do ativismo político (pp. 23-55). EDIPUCRS.

Torres, L. (2018, 9 de março). Alunas do Colégio Santo Inácio fazem protesto para poder usar bermuda fora das aulas de educação física. G1. https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/alunas-do-colegio-santo-inacio-protestam-contra-proibicao-de-uso-de-bermuda-no-dia-a-dia-escolar-para-meninas.ghtml

Publicado

2022-02-07 — Atualizado em 2022-02-07

Como Citar

de Castro, . V. S., Roso, A., & Gonçalves, C. dos S. (2022). Conflitos e mediações: alteridade no contexto do feminismo estudantil. Cadernos De Pesquisa, 52, e08539. Recuperado de https://publicacoes.fcc.org.br/cp/article/view/8539

Edição

Seção

Educação Superior, Profissões, Trabalho