Considerações sobre a nota do Prof. Delgado

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18222/eae.v37.12621

Palavras-chave:

Indicadores Educacionais, Desigualdades Educacionais, Divergência de Kullback-Leibler

Resumo

Em artigo anterior usei indevidamente “notas” como sinônimo de “proficiências”. Decerto a metodologia de avaliação do aprendizado avançou muito com a Teoria da Resposta ao Item (TRI). O debate sobre a escolha de medidas apropriadas se refere à comparação de distribuições de proficiências. O T de Theil não é um caso especial da divergência de Kullback-Leibler. Sigo defendendo o uso de medidas básicas de tendência central, dispersão e desigualdade para comparar distribuições de proficiências. Poder-se-ia acrescentar uma medida de assimetria. Representações gráficas podem ser esclarecedoras. É possível experimentar outros métodos, mas não faz sentido defender o uso da divergência de Kullback-Leibler para substituir as médias e variâncias ou evitar o uso de medidas comuns de desigualdade. Para ilustrar, analisam-se microdados do Sistema de Avaliação da Educação Básica.

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Biografia do Autor

Rodolfo Hoffmann, Universidade de São Paulo (USP), Piracicaba-SP, Brasil

Possui graduação em Agronomia (1965), mestrado em Ciências Sociais Rurais (1967), doutorado em Economia Agrária (1969) e títulos de livre-docente (1971) e professor titular (1981), sempre pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP). Foi professor associado do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) de 1996 a 2012. Exerce atividades de docência e pesquisa voluntárias na Esalq-USP. Seu principal tema de pesquisa é a análise da distribuição da renda no Brasil, atuando nos seguintes temas: desigualdade, pobreza, agricultura e econometria.

Referências

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Theil, H. (1967). Economics and information theory. Rand McNally.

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Publicado

12-03-2026

Como Citar

Hoffmann, R. (2026). Considerações sobre a nota do Prof. Delgado. Estudos Em Avaliação Educacional, 37, e12621. https://doi.org/10.18222/eae.v37.12621

Edição

Seção

Debate