Percepciones raciales de niños y niñas haitianos en un centro de educación infantil

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980531412168

Palabras clave:

Migración Haitiana, Identidades Raciales, Educación de Párvulos

Resumen

Este artículo analiza las percepciones raciales de niños y niñas haitianos migrantes y de segunda generación en sus interacciones escolares con niños y profesoras brasileñas en un centro de educación infantil. El método utilizado fue un enfoque etnográfico, y los resultados muestran que las interacciones infantiles reproducen discursos racializados, con frecuencia naturalizados, que refuerzan la jerarquía entre niños blancos y negros, donde el color de la piel opera como marcador en la construcción de la identidad infantil. El estudio también revela desigualdades al direccionar los niños migrantes para las escuelas públicas y conveniadas, reflejando una lógica racializada de privilegios. Se defiende la importancia de políticas educativas antirracistas e interculturales que valoren las identidades negras y migrantes en la educación infantil.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Ana Cláudia Delfini, Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Itajaí (SC), Brasil

Pós-doutora em Educação pela Universidade de São Paulo, mestra e doutora em Sociologia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professora da Univali nos programas de Pós-Graduação em Educação e Psicologia. Vice-líder do Grupo de Pesquisa Educação e Trabalho (PPGE). Desenvolve e orienta pesquisas no campo das relações étnico-raciais, gênero e infâncias.

Rosana da Silva Machado, Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Itajaí (SC), Brasil

Doutora em Educação pela Univali, diretora do Núcleo de Educação Infantil na Rede Municipal de Balneário Camboriú (SC). Desenvolve pesquisas no campo da educação infantil, com ênfase em contextos migratórios, relações raciais, e construção de práticas pedagógicas antirracistas na primeira infância.

Daíra Andrea de Jesus, Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Itajaí (SC), Brasil

Doutoranda em Educação, mestra em Direito das Migrações Transnacionais pela Univali, professora do Centro Universitário da Fundação Educacional de Brusque (Unifebe). Desenvolve pesquisas no campo das relações de gênero em contextos racializados, direitos humanos e interseccionalidades.

Citas

Alexandre, I. J. (2019). A presença das crianças migrantes haitianas nas escolas de Sinop/MT: O que elas visibilizam da escola? [Tese de doutorado, Universidade Federal de São Carlos]. Repositório Institucional da UFSCar. https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/11681

Almeida, S. L. de. (2019). Racismo estrutural. Sueli Carneiro; Pólen.

Appolon, I. (2021). Oportunidade e ameaça identitária: Representações sociais sobre a escola por crianças imigrantes haitianas na cidade de Cuiabá (MT) [Dissertação de mestrado, Universidade Federal de Mato Grosso]. Repositório Institucional da Universidade Federal de Mato Grosso. http://ri.ufmt.br/handle/1/3925

Bento, M. A. da S. (2002). Pactos narcísicos no racismo: Branquitude e poder nas organizações empresariais e no poder público [Tese de doutorado, Universidade de São Paulo]. Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade de São Paulo. https://doi.org/10.11606/T.47.2019.tde-18062019181514

Bhabha, J. (2014). Child migration and human rights in a global age. Princeton University Press.

Braga, A. (2019). O “ser filho de imigrante” na vida social dos jovens imigrantes brasileiros de segunda geração nos Estados Unidos. Contemporânea – Revista de Sociologia da UFSCar, 9(2), 379-399. http://dx.doi.org/10.4322/2316-1329.097

Carneiro, S. (2019). Escritos de uma vida. Pólen.

Cavalcanti, L., Oliveira, T. de, & Silva, S. F. L. (Orgs.). (2023). Relatório anual OBMigra 2023 – OBMigra 10 anos: Pesquisas, dados e contribuições para políticas públicas (Série Migrações). OBMigra. https://portaldeimigracao.mj.gov.br/images/Obmigra_2020/OBMIGRA_2023/Relat%C3%B3rio%20Anual/Relat%C3%B3rio%20Anual%202023.pdf

Cotinguiba, G. C. (2014). Imigração haitiana para o Brasil: A relação entre trabalho e processos migratórios [Dissertação de mestrado, Universidade Federal de Rondônia]. Instituto Migrações e Direitos Humanos. https://www.migrante.org.br/imigracao-haitiana-para-o-brasil-a-relacao-entretrabalho-e-processos-migratorios-dissertacao/

Essomba, M. À. (2021). La voz de la infancia de familia inmigrada: Identidad y participación en contextos de supervivencia. Zero-a-Seis, 23(43), 759-781. https://doi.org/10.5007/1980-4512.2021.e74050

Fanon, F. (2018). Racismo e cultura. Revista Convergência Crítica, (13), 78-90. https://periodicos.uff.br/convergenciacritica/article/view/38512

Ferreira, M. (2010). “Ela é nossa prisioneira!”: Questões teóricas, epistemológicas e ético-metodológicas a propósito dos processos de obtenção da permissão das crianças pequenas numa pesquisa etnográfica. Reflexão e Ação, 18(2), 151-182. https://doi.org/10.17058/rea.v18i2.1524

Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). (2020). Contra minha vontade: Desafiando as práticas que prejudicam mulheres e meninas e impedem a igualdade [Relatório sobre a situação da população mundial]. UNFPA. https://brazil.unfpa.org/pt-br/publications/situacao-da-populacaomundial-2020

Ghiggi, G., & Coutinho, A. S. (2022). Revisão de literatura: Crianças migrantes e refugiadas nas pesquisas em Educação Infantil (1988-2021). Revista Educação em Questão, 60(63), Artigo e28781. https://doi.org/10.21680/1981-1802.2022v60n63ID28781

Gomes, N. L. (2019). Sem perder a raiz: Corpo e cabelo como símbolos da identidade negra. Autêntica.

Handerson, J. (2015). Diaspora: As dinâmicas da mobilidade haitiana no Brasil, no Suriname e na Guiana Francesa [Tese de doutorado, Universidade Federal do Rio de Janeiro]. Instituto Migrações e Direitos Humanos. https://www.migrante.org.br/diaspora-as-dinamicas-da-mobilidade-haitianano-brasil-no-suriname-e-na-guiana-francesa/

Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). (2023). Censo escolar da educação básica 2022: Resumo técnico. Inep. https://download.inep.gov.br/publicacoes/institucionais/estatisticas_e_indicadores/resumo_tecnico_censo_escolar_2022.pdf

Lei n. 12.796, de 4 de abril de 2013. (2013). Altera a Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para dispor sobre a formação dos profissionais da educação e dar outras providências. Brasília, DF. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato20112014/2013/lei/l12796.htm

Maçaneiro, G. R. (2021). “Somos todos iguais”: Narrativas de profissionais de educação infantil de Florianópolis face à presença de crianças haitianas [Dissertação de mestrado, Universidade Regional de Blumenau]. Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações. https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/FURB_12e62bdb2d687e3ab77bcf7f674233d2

Magalhães, L. F. A., & Baeninger, R. (2017). Imigração haitiana no estado de Santa Catarina: Fases do fluxo e contradições da inserção laboral. Revista Geografias, 100-111. https://doi.org/10.35699/2237549X..13450

Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). (2023). Sistema de Registro Nacional Migratório (SISMigra). MJSP. https://portaldeimigracao.mj.gov.br/pt/dados/microdados/1733-obmigra/dados/microdados/401205-sismigra

O’Kane, C. (2005). O desenvolvimento de técnicas participativas: Facilitando os pontos de vista das crianças acerca de decisões que as afectam. In P. Christensen, & A. James (Orgs.), Investigação com crianças: Perspectivas e práticas (M. Cruz, Trad.; pp. 143-169). Edições Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti.

Quijano, A. (2014). Colonialidad y modernidad-racionalidad. In Z. Palermo, & P. Quintero (Orgs.), Aníbal Quijano: Textos de fundación (pp. 60-70). Ediciones del Signo.

Rossato, C., & Gesser, V. (2001). A experiência da branquitude diante de conflitos raciais: Estudos de realidades brasileiras e estadunidenses. In E. Cavalleiro (Org.), Racismo e anti-racismo na educação: Repensando nossa escola (pp. 11-36). Selo Negro.

Schucman, L. V. (2012). Entre o “encardido”, o “branco” e o “branquíssimo”: Raça, hierarquia e poder na construção da branquitude paulistana [Tese de doutorado, Universidade de São Paulo]. Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade de São Paulo. https://doi.org/10.11606/T.47.2012.tde-21052012-154521

Silva, C. (2022). Expansão da oferta de vagas em creches no município de Balneário Camboriú/SC: A relação público-privada [Dissertação de mestrado, Universidade do Vale do Itajaí]. Pergamum – Univali. https://biblioteca.univali.br/acervo/235342

Soares, A. S., Feital, L. M., & Melo, R. L. C. de. (2023). Lutas antirracistas: A voz de meninas negras na Educação Infantil. In N. L. Gomes, & M. de Araújo (Orgs.), Infâncias negras: Vivências e lutas por uma vida justa (pp. 147-168). Vozes.

Publicado

2026-04-29

Cómo citar

Delfini, A. C., Machado, R. da S., & Jesus, D. A. de. (2026). Percepciones raciales de niños y niñas haitianos en un centro de educación infantil. Cadernos De Pesquisa, 56, e12168. https://doi.org/10.1590/1980531412168

Número

Sección

Artículos