Percepciones raciales de niños y niñas haitianos en un centro de educación infantil
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980531412168Palabras clave:
Migración Haitiana, Identidades Raciales, Educación de PárvulosResumen
Este artículo analiza las percepciones raciales de niños y niñas haitianos migrantes y de segunda generación en sus interacciones escolares con niños y profesoras brasileñas en un centro de educación infantil. El método utilizado fue un enfoque etnográfico, y los resultados muestran que las interacciones infantiles reproducen discursos racializados, con frecuencia naturalizados, que refuerzan la jerarquía entre niños blancos y negros, donde el color de la piel opera como marcador en la construcción de la identidad infantil. El estudio también revela desigualdades al direccionar los niños migrantes para las escuelas públicas y conveniadas, reflejando una lógica racializada de privilegios. Se defiende la importancia de políticas educativas antirracistas e interculturales que valoren las identidades negras y migrantes en la educación infantil.
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