Perceptions raciales chez des enfants haïtiens d’une école maternelle
DOI :
https://doi.org/10.1590/1980531412168Mots-clés :
Migration Haïtienne, Identités Raciales, Éducation de la Prime EnfanceRésumé
Cet article analyse les perceptions raciales chez les enfants haïtiens migrants et de deuxième génération dans leurs interactions avec des enfants brésiliens et des enseignantes d’une école maternelle. À partir d’une approche ethnographique, il montre que les interactions reproduisent des discours racialisés, souvent naturalisés, renforçant des hiérarchies où la couleur de la peau agit comme marqueur identitaire. L’étude révèle des inégalités dans l’orientation des enfants migrants entre écoles publiques et conventionnées, ce qui traduit une logique racialisée de priviléges. Elle défend la nécessité de politiques éducatives antiracistes et interculturelles qui valorisent les identités noires et migrantes dès la petite enfance.
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© Ana Cláudia Delfini, Rosana da Silva Machado, Daíra Andrea de Jesus 2026

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