Da teoria e da democracia no campo da avaliação em educação: Notas para debate

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18222/eae.v37.12670

Palavras-chave:

Sociologia da Avaliação, Perspectiva Crítica, Fragilidades Teóricas, Democracia

Resumo

O texto constitui um ensaio sociológico sobre o campo da avaliação em educação, assente em dois pilares: a literatura especializada, convocada sempre que necessário e oportuno para sustentar e ampliar a argumentação e a crítica; e, assumindo adquiridos resultantes da experiência académica, o debate e o contraditório em torno de alguns défices que o autor entende estarem presentes em trabalhos de pesquisa em avaliação, não deixando, ao mesmo tempo, de assumir incompletudes que também possam ser reconhecidas nos seus próprios trabalhos. Para além disso, é sublinhada a necessidade de ter em conta as mudanças políticas atuais, no sentido de dar maior centralidade e densidade analítica a objetos de estudo em torno das relações complexas entre democracia e avaliação.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Almerindo Janela Afonso, Universidade do Minho (UMinho), Braga, Portugal

Sociólogo, doutor em Educação e professor aposentado da UMinho, Portugal. Fez pós-doutorado na Universidade Autônoma de Barcelona (UAB), Espanha. Integrou diversos órgãos científico pedagógicos e associações científicas. Foi membro do Conselho Científico para a Avaliação de Professores (CCAP), presidente da Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação (SPCE) e membro do Conselho Nacional de Educação (CNE).

Referências

Abrantes, P., Palhares, J. A., & Torres, L. L. (2024). Percursos escolares e participação social dos jovens: As origens de classe ainda são relevantes? Revista Portuguesa de Educação, 37(1), Artigo e24017. https://hdl.handle.net/1822/92125

Afonso, A. J. (1998). Políticas educativas e avaliação educacional: Para uma análise sociológica da reforma educativa em Portugal (1985-1995). Universidade do Minho.

Afonso, A. J. (2007). Estado, políticas educacionais e obsessão avaliativa. Contrapontos, 7(1), 11-22. https://periodicos.univali.br/index.php/rc/article/view/888

Afonso, A. J. (2015). A educação superior na economia do conhecimento, a subalternização das ciências sociais e humanas e a formação de professores. Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior, 20(2), 269-291. https://www.scielo.br/j/aval/a/vrG75gLqkvVcHJvdWsFDmwp/abstract/?lang=pt

Afonso, A. J. (2016). El campo de las políticas de evaluación y accountability en educación: Para una reflexión más densa. Profesorado: Revista de Currículum y Formación del Profesorado, 20(3), 1-12. https://hdl.handle.net/1822/53301

Afonso, A. J. (2017a). Neomeritocracia e novas desigualdades. In L. L. Torres, & J. A. Palhares (Orgs.), A excelência académica na escola pública portuguesa (pp. 253-263). Fundação Manuel Leão.

Afonso, A. J. (2017b). Para discutir la hegemonía epistémica evaluativa eurocéntrica: Un enfoque exploratorio. Revista de la Asociación de Sociología de la Educación (RASE), 10(2), 156-166. http://dx.doi.org/10.7203/RASE.10.2.10112

Afonso, A. J. (2024). Notas sobre a autoavaliação no ensino superior: Assimilacionismo eurocêntrico ou de(s)colonialidade? Revista Brasileira de Avaliação, 13(1), Artigo e130124. http://dx.doi.org/10.4322/rbaval202412001

Afonso, A. J. (2025). Reflexões inacabadas sobre o campo da avaliação em educação: Entrevista com o professor Almerindo Janela Afonso (entrevistado por Cristina Zukowsky Tavares e Mary Ângela Teixeira Brandalise). Práxis Educativa, 20, Entrevista e24923. https://doi.org/10.5212/PraxEduc.v.20.24923.021

Antunes, F. (2007). A nova ordem educativa mundial e a União Europeia: A formação de professores dos Princípios Comuns ao ângulo português. Perspectiva, 25(2), 425-468. http://educa.fcc.org.br/pdf/rp/v25n02/v25n02a08.pdf

Biesta, G. (2007). Why “what works” won’t work: Evidence-based practice and the democratic deficit in educational research. Educational Theory, 57(1), 1-22. https://doi.org/10.1111/j.1741-5446.2006.00241.x

Biesta, G. (2015). Resisting the seduction of the global education measurement industry: Notes on the social psychology of Pisa. Ethics and Education, 10(3), 348-360. https://doi.org/10.1080/17449642.2015.1106030

Christie, C. A., & Alkin, M. C. (2008). Evaluation theory tree re-examined. Studies in Educational Evaluation, 34(3), 131-135. https://doi.org/10.1016/j.stueduc.2008.07.001

Dubet, F. (2004). O que é uma escola justa? Cadernos de Pesquisa, 34(123), 539-555. https://publicacoes.fcc.org.br/cp/article/view/4635

Esteban, M. T. (2024). A avaliação escolar como processo de curiosidade epistemológica. In M. C. Pansera-de-Araújo, E. T. de O. Boff, & A. V. Beerbaum (Orgs.), Ciência, tecnologias, democracia e decolonialidade: Contribuições ao debate educacional (Vol. 1, pp. 160-173; Coleção Educação em Ciências). Unijuí.

European Evaluation Society (EES). (n.d.). The EES evaluation capabilities framework. EES. https://europeanevaluation.org/wp-content/uploads/2020/03/The-EES-EvaluationCapabilities-Framework-leaflet.pdf

Fernandes, E. F., & Lopes, A. C. (2025). Quando os dados falam, quais questões são silenciadas? Evidências, estatísticas e currículo. Arquivos Analíticos de Políticas Educativas, 33(86). https://doi.org/10.14507/epaa.33.9195

Figueiredo, C. (2025). Conceptualizing ‘quality of education’: An analysis of European political documents on education. Frontiers in Education, 10, Article e1463412. https://doi.org/10.3389/feduc.2025.1463412

Freitas, L. C. de. (2024). A “qualidade empresarial” e a “qualidade social” na reforma educacional: Causas, consequências e disputas (entrevistado por Regiane Helena Bertagna e Luana Costa Almeida). Revista Educação e Políticas em Debate, 13(3), 1-15. https://doi.org/10.14393/repod-v13n3a2024-75234

Gordon, R. B., Lumb, M., Bunn, M., & Burke, P. J. (2022). Evaluation for equity: Reclaiming evaluation by striving towards counter-hegemonic democratic practices. Journal of Educational Administration and History, 54(3), 277-290. https://doi.org/10.1080/00220620.2021.1931059

Hanberger, A. (2006). Evaluation of and for democracy. Evaluation, 12(1), 17-37. https://doi.org/10.1177/1356389006064194

House, E. R. (2006). Democracy and evaluation. Evaluation, 12(1), 119-127. https://doi.org/10.1177/1356389006064196

Hreinsdottir, A. M., & Davidsdottir, S. (2012). Deliberative democratic evaluation in preschools. Scandinavian Journal of Educational Research, 56(5), 519-537. https://doi.org/10.1080/00313831.2011.599426

Leeuw, F. L., & Donaldson, S. I. (2015). Theory in evaluation: Reducing confusion and encouraging debate. Evaluation, 21(4), 467-480. https://doi. org/10.1177/1356389015607712

Lemire, S., Peck, L. R., & Porowski, A. (2020). The growth of the evaluation tree in the policy analysis forest: Recent developments in evaluation. Policy Studies Journal, 48(S1), 47-70. https://doi.org/10.1111/psj.12387

Lin, K., & Herrmann, P. (Eds.). (2015). Social quality theory: A new perspective on social development. Berghahn Books.

Mathison, S. (2018). Evaluation for the public good? Evaluation, 24(1), 113-119.

Moraes, M. C. M. de. (2003). Recuo da teoria. In M. C. M. de Moraes (Org.), Iluminismo às avessas: Produção de conhecimento e políticas de formação docente (pp. 151-167). DP&A.

Morozov, E. (2022). Crítica de la razón tecnofeudal. New Left Review, 133/134, 99-140. https://newleftreview.es/issues/133/articles/critique-of-techno-feudal-reasontranslation.pdf

Moss, P. (2021, September). Democracy as first practice in early childhood education and care. Encyclopedia on Early Childhood Development. https://www.child-encyclopedia.com/child-care-early-childhood-education-and-care/according-experts/democracy-firstpractice-early

Nogueira, M. A., & Aguiar, A. (2008). La formation des élites et l’internationalisation des études : Peut-on parler d’une “bonne volonté internationale” ? Éducation et Sociétés, 21(1), 105-119. https://doi.org/10.3917/es.021.0105

Rompczyk, K. (2025). Technological revolution in evaluation: Artificial intelligence and the adherence to evaluation standards. Evaluation, 31(3), 331-351. https://doi.org/10.1177/13563890251331066

Sahlberg, P. (2012, 30 June). How GERM is infecting schools around the world? Pasi Sahlberg. https://pasisahlberg.com/text-test/

Santos, B. de S., & Meneses, M. P. (Orgs.). (2009). Epistemologias do Sul. Almedina; CES.

Sordi, M. R. L. de. (2017). A qualidade social da escola pública em confronto com a lógica dos reformadores empresariais. In M. R. L. de Sordi., A. Varani, & G. do S. C. V. Mendes (Orgs.), Qualidade(s) da escola pública: Reinventando a avaliação como resistência (pp. 83-100). Navegando.

Sordi, M. R. L. de. (Org.). (2022). Desafiando a hegemonia do campo da avaliação da qualidade das escolas: A avaliação institucional participativa como estratégia. Fino Traço.

Sordi, M. R. L. de., & Costa, E. M. I. E. F. da. (2024). Avaliação da qualidade das escolas socialmente referenciadas: Tensões e possibilidades. Revista Brasileira de Avaliação, 13(1), Artigo e132124. https://doi.org/10.4322/rbaval202412021

Walker, A. (1998). The Amsterdam declaration on the social quality of Europe. European Journal of Social Work, 1(1), 109-111. https://doi.org/10.1080/13691459808414729

Williams, R. (2007). Palavras-chave: Um vocabulário de cultura e sociedade (S. G. Vasconcelos, Trad.). Boitempo.

Downloads

Publicado

10-06-2026

Como Citar

Afonso, A. J. (2026). Da teoria e da democracia no campo da avaliação em educação: Notas para debate. Estudos Em Avaliação Educacional, 37, e12670. https://doi.org/10.18222/eae.v37.12670

Edição

Seção

Artigos