Racialité, parcours et subjectivité : Portraits sociologiques dans le post-grade

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DOI :

https://doi.org/10.1590/1980531412504

Mots-clés :

Post-Grade, Racialité, Racisme Institutionnel, Portrait Sociologique

Résumé

Cet article examine la manière dont la racialité structure l’expérience des étudiant·es noir·es inscrit·es aux programmes de post-grade en sciences de l’Éducation. À cette fin, il analyse la tension entre mérite et sentiment d’appartenance. L’approche méthodologique repose sur l’élaboration de portraits sociologiques de trois participant·es sélectionné·es à partir d’une enquête et d’entretiens narratifs menés entre 2022 et 2023. Les résultats mettent en évidence trois manières d’habiter l’espace universitaire : l’hyperadaptation, la docilité et la rupture. Toutes sont traversées par la violence symbolique, la souffrance éthico-politique et l’inclusion conditionnelle. L’étude conclut que la méritocratie fonctionne comme une fiction régulatrice qui masque les hiérarchies raciales et que la démocratisation des deuxième et troisième cycles de l’enseignement supérieur exige des transformations épistémologiques, éthiques et institutionnelles.

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Biographie de l'auteur-e

Alexsandro do Nascimento Santos, Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), São Paulo (SP), Brasil

Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (USP). Professor do Programa de Pós-Graduação em Educação e do Mestrado Profissional em Formação de Gestores Educacionais da Unicid e do Master em Liderança, Política e Gestão Pública do Centro de Liderança Pública (CLP) e do Centro Universitário da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP). Subsecretário da Política Nacional Integrada da Primeira Infância.

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Publié-e

2026-08-25

Comment citer

Santos, A. do N. (2026). Racialité, parcours et subjectivité : Portraits sociologiques dans le post-grade. Cadernos De Pesquisa, 56, e12504. https://doi.org/10.1590/1980531412504

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