Racialité, parcours et subjectivité : Portraits sociologiques dans le post-grade
DOI :
https://doi.org/10.1590/1980531412504Mots-clés :
Post-Grade, Racialité, Racisme Institutionnel, Portrait SociologiqueRésumé
Cet article examine la manière dont la racialité structure l’expérience des étudiant·es noir·es inscrit·es aux programmes de post-grade en sciences de l’Éducation. À cette fin, il analyse la tension entre mérite et sentiment d’appartenance. L’approche méthodologique repose sur l’élaboration de portraits sociologiques de trois participant·es sélectionné·es à partir d’une enquête et d’entretiens narratifs menés entre 2022 et 2023. Les résultats mettent en évidence trois manières d’habiter l’espace universitaire : l’hyperadaptation, la docilité et la rupture. Toutes sont traversées par la violence symbolique, la souffrance éthico-politique et l’inclusion conditionnelle. L’étude conclut que la méritocratie fonctionne comme une fiction régulatrice qui masque les hiérarchies raciales et que la démocratisation des deuxième et troisième cycles de l’enseignement supérieur exige des transformations épistémologiques, éthiques et institutionnelles.
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