« Cette école est trop blanche » : Réussites scolaires des élèves noirs au lycée

Auteurs-es

DOI :

https://doi.org/10.1590/1980531412192

Mots-clés :

Relations Ethniques et Raciales, Racisme, École Secondaire, Capital Social

Résumé

Cet article analyse la réussite scolaire des élèves noirs issus de milieux populaires au lycée, malgré le racisme structurel présent dans les établissements scolaires. Il s’agit d’une recherche qualitative avec observation participante, groupes de discussion et entretiens avec des élèves. Les données indiquent que les élèves ne perçoivent pas toujours le racisme structurel dans leurs interactions intersubjectives ; ils sont issus de familles dont les parents ont au moins terminé leurs études primaires et valorisent les savoirs scolaires ; et ils bénéficient d’un réseau de soutien qui, bien que ne constitue pas un capital social au sens strict du terme, offre des opportunités qui peuvent être converties en capital culturel sur le marché scolaire.

Téléchargements

Les données relatives au téléchargement ne sont pas encore disponibles.

Bibliographies de l'auteur-e

Gerusa Faria Rodrigues, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro (RJ), Brasil

Doutora em Educação pela Universidade Católica de Petrópolis (UCP). É professora adjunta da UERJ, pesquisadora no grupo Violetas: Direitos Humanos, Educação e Interseccionalidade (UERJ) e vice-líder do grupo de pesquisa Geografia, Ambiente e Educação Étnico Racial (GAEER/UERJ).

Debora Breder, Universidade Católica de Petrópolis (UCP), Petrópolis (RJ), Brasil

Doutora em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF) com estágio doutoral na École des hautes études en sciences sociales (EHESS). É professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da UCP e coordenadora do grupo de Estudos em Educação, Cultura e Contemporaneidade (GRECCA/UCP).

Références

Aguiar, M. M., Piotto, D. C., & Correa, B. C. (2015). Relações étnico-raciais e formação docente: Situações de discriminação racial na educação infantil. Revista Eletrônica de Educação, 9(2), 373-388. https://www.reveduc.ufscar.br/index.php/reveduc/article/view/1092

Bersani, H. (2017). Racismo estrutural e o direito à educação. Educação em Perspectiva, 8(3), 380-397. https://periodicos.ufv.br/educacaoemperspectiva/article/view/6975/2829

Bourdieu, P. (1989). O poder simbólico (F. Thomaz, Trad.). Bertrand Brasil.

Bourdieu, P. (2003). A dominação masculina (M. H. Kühner, Trad.; 3ª ed). Bertrand Brasil.

Bourdieu, P. (2007a). A escola conservadora: As desigualdades frente à escola e à cultura In M. A. Nogueira, & A. Catani (Orgs.), Escritos de educação (9ª ed., pp. 39-64). Vozes.

Bourdieu, P. (2007b). O capital social: Notas provisórias. In M. A. Nogueira, & A. Catani (Orgs.), Escritos de educação (9ª ed., pp. 65-70). Vozes.

Bourdieu, P. (2007c). Os três estados do capital cultural. In M. A. Nogueira, & A. Catani (Orgs.), Escritos de educação (9ª ed., pp. 79-88). Vozes.

Bourdieu, P. (2009). O senso prático (M. Ferreira, Trad.). Vozes.

Bourdieu, P. (2012). A miséria do mundo (M. Azevedo, J. Clasen, S. Guimarães, M. Penchel, G. Teixeira & J. Vargas, Trads.; 9ª ed.). Vozes.

Bourdieu, P. (2023). Sociologia geral, vol. 3: As formas do capital: Curso no Collège de France (1983-1984) (F. Ribeiro, Trad.). Vozes.

Breder, D., & Coelho, P. (2017). Desvelando imagens: O visível e o indizível na pele que habitamos. Revista Estudos Feministas, 25(3), 1489-1502. https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/40362

Carvalho, M. P. de. (2004). Quem são os meninos que fracassam na escola? Cadernos de Pesquisa, 34(121), 11-40. https://publicacoes.fcc.org.br/cp/article/view/487

Carvalho, M. (2005). Quem é negro, quem é branco: Desempenho escolar e classificação racial de alunos. Revista Brasileira de Educação, (28), 77-95. https://doi.org/10.1590/S1413-24782005000100007

Carvalho, M. P. de. (2009). Gênero, raça e avaliação escolar: Um estudo com alfabetizadoras. Cadernos de Pesquisa, 39(138), 837-866. https://publicacoes.fcc.org.br/cp/article/view/215

Da Matta, R. (1978). O ofício de etnólogo, ou como ter anthropological blues. Boletim do Museu Nacional, (27), 1-12. https://revistas.ufrj.br/index.php/bmna/article/view/49240

Dayrell, J. T., & Jesus, R. E. de. (2016). Juventude, ensino médio e os processos de exclusão escolar. Educação & Sociedade, 37(135), 407-423. https://doi.org/10.1590/ES0101-73302016151533

Draelants, H., & Ballatore, M. (2021). Tradução: Capital cultural e reprodução escolar: Um balanço crítico (G. M. A. da Silva, I. S. Casquer & D. C. Piotto, Trads.). Educação e Pesquisa, 47, Artigo e470100302trad. https://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-97022021000101204#fn6

Fanon, F. (2008). Pele negra, máscaras brancas (R. Silveira, Trad.). Edufba.

Figueiredo, Â., & Grosfoguel, R. (2009). Racismo à brasileira ou racismo sem racistas: Colonialidade do poder e a negação do racismo no espaço universitário. Sociedade e Cultura, 12(2), 223-234. https://doi.org/10.5216/sec.v12i2.9096

Gonzalez, L. (1984). Racismo e sexismo na cultura brasileira. Revista Ciências Sociais Hoje – Anpocs, 223244. https://patriciamagno.com.br/wp-content/uploads/2021/04/GONZAL1.pdf

Guimarães, A. S. A. (1995). Racismo e anti-racismo no Brasil. Novos Estudos CEBRAP, 3(43), 26-44. https://estudosetnicosraciaisufabc.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/02/racismo-e-anti-racismo.pdf

Guimarães, A. S. A. (2003). Como trabalhar com “raça” em sociologia. Educação e Pesquisa, 29(1), 93-107. https://doi.org/10.1590/S1517-97022003000100008

Héritier, F., & Xanthakou, M. (Orgs.). (2004). Corps et affects. Odile Jacob.

Le Breton, D. (1990). Anthropologie du corps et modernité. P.U.F.

Le Breton, D. (2019). Antropologia das emoções (L. A. S. Peretti, Trad.). Vozes.

Lima, R. V. A. (2019). A sociologia bourdieusiana e a construção social do habitus negro. Praça: Revista Discente da Pós-Graduação em Sociologia da UFPE, 3(1), 7-22. https://periodicos.ufpe.br/revistas/index.php/praca/article/view/242820

Malomalo, B. (2014). Branquitude como dominação do corpo negro: Diálogo com a sociologia de Bourdieu. Revista da ABPN, 6(13), 175-200. https://abpnrevista.org.br/site/article/view/158/155

Munanga, K. (2000). O preconceito racial no sistema educativo brasileiro e seu impacto no processo de aprendizado do “alunado” negro. In J. C. de Azevedo, P. Gentili, A. Krug, & C. Simon (Orgs.), Utopia e democracia na educação cidadã (pp. 245-257). UFRGS; Secretaria Municipal de Educação.

Oliveira, F. de, & Abramowicz, A. (2010). Infância, raça e “paparicação”. Educação em Revista, 26(2), 209-226. https://doi.org/10.1590/S0102-46982010000200010

Oliveira, R. C. de. (1996). O trabalho do antropólogo: Olhar, ouvir, escrever. Revista de Antropologia, 39(1), 13-37. https://doi.org/10.11606/2179-0892.ra.1996.111579

Ristoff, D. (2013). Perfil socioeconômico do estudante de graduação: Uma análise de dois ciclos completos do Enade (2004 a 2009). Cadernos do GEA, (4), 5-32. https://flacso.redelivre.org.br/files/2015/03/Caderno_GEA_N4.pdf

Rodrigues, G. F. (2022). “Estranhou o quê? Preto pode ter o mesmo que você”: Um estudo sobre trajetórias escolares de estudantes negras e negros do ensino médio de um colégio da rede estadual em Petrópolis/RJ [Tese de doutorado, Universidade Católica de Petrópolis]. UCP. https://pos.ucp.br/doutorado-em-educacao-teses-2022/

Rodrigues, G. F., & Breder, D. (2023a). “Raça” e racismo estrutural: (Re)pensando a formação de professores na educação básica. Revista Brasileira de Política e Administração da Educação, 39(1), Artigo e129304. https://doi.org/10.21573/vol39n12023.129304

Rodrigues, G. F., & Breder, D. (2023b). Sucesso é ser alguém na vida: Repensando juventudes, racismo e sucesso escolar. Revista Caminhos da Educação: Diálogos, culturas e diversidades, 5(2), 1-16. https://doi.org/10.26694/caedu.v5i2.4693

Surrallés, A. (2004). Des états d’âme aux états de fait: La perception entre le corps et les affects. In F. Héritier, & M. Xanthakou (Orgs.), Corps et affects (pp. 59-75). Odile Jacob.

Tosta, S., & Alves, P. (2012). Cultura e cor na escola: Uma etnografia com adolescentes negros de elite. In T. Dauster, S. Tosta, & G. Rocha (Orgs.), Etnografia e educação (pp. 190-221). Lamparina.

Téléchargements

Publié-e

2026-10-28

Comment citer

Rodrigues, G. F., & Breder, D. (2026). « Cette école est trop blanche » : Réussites scolaires des élèves noirs au lycée. Cadernos De Pesquisa, 56, e12192. https://doi.org/10.1590/1980531412192

Numéro

Rubrique

Articles