¿Quién teme al movimiento negro? Movimiento negro, educación y la Ley n. 10.639/2003

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980531412351

Palabras clave:

Lei n. 10.639/2003, Movimiento Negro, Relaciones Étnico-Raciales

Resumen

Este artículo analiza el veto al artículo 79-A de la Ley n. 10.639/2003, que modifica la Lei de Diretrizes e Bases [Ley de Directrices y Bases] y establece la obligatoriedad de la enseñanza de la historia y cultura afrobrasileña. Dicho veto excluye al movimiento negro de la elaboración, participación y fiscalización de la Ley. Para este análisis, fueron movilizadas las bases epistemológicas fundamentadas en la indisociabilidad entre raza y clase, a partir de una sistematización bibliográfica. Como resultado, fue posible identificar la relación intrínseca entre el movimiento negro y la garantía de educación para el sector racializado de la sociedad. Se concluye que el veto busca reforzar el mito de la democracia racial, la centralidad de las lecturas eurocéntricas y la perpetuación de los epistemicidios, los cuales son obstáculos para una educación profundamente antirracista.

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Biografía del autor/a

Jane Barros Almeida, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro (RJ), Brasil

Professora adjunta do Departamento de Ciências Sociais e Educação da Faculdade de Educação da UERJ. Docente do Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas na Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBF-UERJ) e pesquisadora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (Neab-UERJ). Temáticas trabalhadas: educação, luta de classe e perspectiva antirracista.

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Publicado

2026-05-20

Cómo citar

Almeida, J. B. (2026). ¿Quién teme al movimiento negro? Movimiento negro, educación y la Ley n. 10.639/2003. Cadernos De Pesquisa, 56, e12351. https://doi.org/10.1590/1980531412351

Número

Sección

Artículos