Cartas escritas à mão: Memórias, vivências e reflexões no estágio supervisionado
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980531411414Palavras-chave:
Formação de Professores, Dispositivo Formativo, Reflexividade Docente, CartaResumo
Neste artigo, apresentamos uma pesquisa qualitativa que teve como objetivo compreender o espaço da escrita na formação docente como apoio à reflexão profissional, a qual foi desenvolvida por meio de uma abordagem construtivo-colaborativa, envolvendo três docentes que ministraram duas disciplinas de estágio supervisionado e prática de ensino de uma universidade estadual de São Paulo. A escrita de cartas pelos(as) estagiários(as) foi o dispositivo formativo que, juntamente com os registros do caderno de campo, compõe a fonte documental. Evidenciamos que as práticas colaborativas favorecem um repensar sobre suas práticas pedagógicas, além da produção de disposições menos individuais e posturas mais coletivas a serem exercitadas nas ações educativas cotidianas nas escolas.
Downloads
Referências
Altet, M. (2000). L’analyse de pratiques: Une démarche de formation professionnalisante? Recherche et Formation, (35), 25-41. https://doi.org/10.3406/refor.2000.1668
Altet, M. (2001). Les compétences de l’enseignant-professionnel: Entre savoirs, schèmes d’action et adaptation, le savoir analyser. In L. Paquay, M. Altet, É. Charlier, & P. Perrenoud (Dirs.), Former des enseignants professionnels: Quelles stratégies? Quelles compétences? (pp. 43-57). De Boeck Supérieur.
André, M. E. D. A. de. (1983). Texto, contexto e significados: Algumas questões na análise de dados qualitativos. Cadernos de Pesquisa, (45), 66-71. https://publicacoes.fcc.org.br/cp/article/view/1491
Ayoub, E. (2021). Memórias da Educação Física na escola: Cartas de professoras. Pontes.
Bourdieu, P. (1983). Trabalhos e projetos. In R. Ortiz (Org.), Pierre Bourdieu: Sociologia (pp. 38-45). Ática.
Bourdieu, P. (1989). O poder simbólico. Bertrand Brasil.
Bourdieu, P. (2002). Campo de poder, campo intelectual: Itinerario de un concepto. Montressor.
Bourdieu, P. (2008). Razões práticas: Sobre a teoria da ação (M. Correa, Trad.; 9ª ed.). Papirus. (Obra original publicada em 1994).
Bourdieu, P. (2009). O senso prático (M. Ferreira, Trad.). Vozes. (Obra original publicada em 1980).
Butlen, M., & Chartier, A.-M. (2006). Éditorial. Recherche et Formation, (51), 5-10. https://doi.org/10.4000/rechercheformation.388
Carvalho, K. S. de, & Gabriel, R. (2020). Escrever à mão versus digitar: Implicações cognitivas no processo de alfabetização. Letrônica, 13(4), Artigo e37514. https://doi.org/10.15448/1984-4301.2020.4.37514
Cole, A. L., & Knowles, J. G. (1993). Teacher development partnership research: A focus on methods and issues. American Educational Research Journal, 30(3), 473-495. https://doi.org/10.3102/00028312030003473
Contreras, J. (2002). A autonomia de professores (S. T. Valenzuela, Trad.). Cortez.
Cyrino, M. (2016). Do acolhimento ao acompanhamento compartilhado: A construção colaborativa de uma proposta para o estágio curricular no curso de pedagogia [Tese de doutorado, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”]. Repositório Institucional Unesp. https://repositorio.unesp.br/items/53f67aca-bf0b-4676-8126-36232a6975b6
Dal-Forno, J. P., & Reali, A. M. de M. R. (2009). Formação de formadores: Delineando um programa de desenvolvimento profissional da docência via internet. Revista Profissão Docente, 9(20), 75-99. http://www.revistas.uniube.br/index.php/rpd/article/view/236
Denzin, N. K., & Lincoln, Y. S. (2006). O planejamento da pesquisa qualitativa: Teorias e abordagens (S. R. Netz, Trad.; 2ª ed.). Artmed.
Faingold, N. (2006). Formation de formateurs à l’analyse des pratiques. Recherche et Formation, (51), 89-104. https://doi.org/10.4000/rechercheformation.495
Freire, P. (1996). Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. Paz & Terra.
Freire, P. (1997). Professora sim, tia não: Cartas a quem ousa ensinar. Olho d’Água.
Freitas, A. L. S. de. (2021). Fazer a aula com Cartas Pedagógicas: Legado de Paulo Freire e experiência de reinvenção no ensino superior. Revista Docência do Ensino Superior, 11, Artigo e035283. https://doi.org/10.35699/2237-5864.2021.35283
Gabriel, C. T. (2018). Objetivação e subjetivação nos currículos de licenciaturas: Revisitando a categoria saber docente. Revista Brasileira de Educação, 23, Artigo e230071. https://doi.org/10.1590/S1413-24782018230071
Gatti, B. A., Barretto, E. S. de S., André, M. E. D. A. de, & Almeida, P. C. A. de. (2019). Professores do Brasil: Novos cenários de formação. Unesco. https://www.fcc.org.br/wp-content/uploads/2019/05/Livro_ProfessoresDoBrasil.pdf
Guimarães, J. O., & Silva, S. A. (2016). Design e educação: Uma estratégia interdisciplinar para a escrita manual cursiva na era dos nativos digitais. In Anais do 12. Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design (pp. 2785-2794). UEMG; Una. https://pdf.blucher.com.br/designproceedings/ped2016/0238.pdf
Hargreaves, A. (1998). The emotional practice of teaching. Teaching and Teacher Education, 14(8), 835-854. https://doi.org/10.1016/S0742-051X(98)00025-0
Josso, M.-C. (2004). Experiências de vida e formação (J. Claudino & J. Ferreira, Trads.). Cortez.
Larrosa Bondía, J. (2002). Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação, (19), 20-28. https://doi.org/10.1590/S1413-24782002000100003
Marques, M. O. (2006). Escrever é preciso: O princípio da pesquisa. Editora da Unijuí.
Mizukami, M. da G. N. (2003). A pesquisa sobre formação de professores: Metodologias alternativas. In R. L. L. Barbosa (Org.), Formação de educadores: Desafios e perspectivas (pp. 201-232). Editora Unesp.
Paquay, L., Altet, M., Charlier, É., & Perrenoud, P. (Dirs.). (2001). Former des enseignants professionnels: Quelles stratégies? Quelles competénces? De Boeck Supérieur.
Perrenoud, P. (1993). Práticas pedagógicas, profissão docente e formação: Perspectivas sociológicas. Dom Quixote.
Perrenoud, P. (2001a). Le travail sur l’habitus dans la formation des enseignants. Analyse des pratiques et prise de conscience. In L. Paquay, M. Altet, É. Charlier, & P. Perrenoud (Dirs.), Former des enseignants professionnel: Quelles stratégies? Quelles competénces? (pp. 181-210). De Boeck Supérieur.
Perrenoud, P. (2001b). Ensinar: Agir na urgência, decidir na incerteza (2ª ed.). Artmed.
Prado, G. do V. T. (2013). Narrativas pedagógicas: Indícios de conhecimentos docentes e desenvolvimento profissional pessoal e profissional. Interfaces da Educação, 4(10), 149-165. https://periodicosonline.uems.br/index.php/interfaces/article/view/537
Rocha, T. da C. M., Bragança, I. de S. F., & Prado, G. do V. T. (2020). Narrativas pedagógicas e saberes docentes: Movimentos de pesquisaformação. Rutas de formación: Prácticas y experiencias, (11), 32-42. https://doi.org/10.23850/24631388.n11.2020.3807
Sarti, F. M. (2020). Dimensão socioprofissional da formação docente: Aportes teóricos e proposições. Cadernos de Pesquisa, 50(175), 294-315. https://doi.org/10.1590/198053146796
Shulman, L. S. (1996). Just in case: Reflections on learning from experience. In J. Colbert, K. Trimble, & P. Desberg (Eds.), The case for education: Contemporary approaches for using case methods (pp. 197-217). Allyn & Bacon.
Silva, J. de S. (2023). Revisitar o passado para refletir sobre o presente: As marcas deixadas por aqueles que ensinam. Revista Brasileira de Pesquisa (Auto)biográfica, 8(23), Artigo e1115. https://doi.org/10.31892/rbpab2525-426X.2023.v8.n23.e1115
Smyth, J. (1991). Teachers as collaborative learners: Challenging dominant forms of supervision. Open University Press.
Soligo, A. (2018). Prefácio. In S. A. da S. Leite (Org.), Afetividade: As marcas do professor inesquecível (pp. 9-15). Mercado de Letras.
Souza Neto, S. de, & Cyrino, M. (Orgs.). (2022). Profissionalização do ensino e do exercício profissional nas áreas da educação e saúde: A análise de práticas como proposta. CRV.
Tardif, M. (2002). Saberes docentes e formação profissional. Vozes.
Tardif, M., Lessard, C., & Lahaye, L. (1991). Les enseignants des ordres d’enseignement primaire et secondaire face aux savoirs: Esquisse d’une problématique du savoir enseignant. Sociologie et sociétés, 23(1), 55-69. https://doi.org/10.7202/001785ar
Tardif, M., & Nunez Moscoso, J. (2018). A noção de “profissional reflexivo” na educação: Atualidade, usos e limites. Cadernos de Pesquisa, 48(168), 388-411. https://publicacoes.fcc.org.br/cp/article/view/5271
Tardif, M., & Raymond, D. (2000). Saberes, tempo e aprendizagem do trabalho no magistério. Educação & Sociedade, 21(73), 209-244. https://doi.org/10.1590/S0101-73302000000400013
Tartuce, G. L., Davis, C. L. F., & Almeida, P. C. A. de. (2021). Dispositivos formativos nas licenciaturas: Análise de experiências brasileiras à luz da literatura francófona. Educação em Revista, 37, Artigo e33828. https://doi.org/10.1590/0102-469833828
Vieira, A. H. (2018). Cartas pedagógicas. In D. R. Streck, E. Redin, & J. J. Zitkoski (Orgs.), Dicionário Paulo Freire (pp. 65-66). Autêntica.
Wittorski, R. (2014). A contribuição da análise das práticas para a profissionalização dos professores. Cadernos de Pesquisa, 44(154), 894-911. https://doi.org/10.1590/198053143039
Zabalza, M. A. (2004). Diários de aula: Um instrumento de pesquisa e desenvolvimento profissional. Artmed.
Zabalza, M. A. (2014). O estágio e as práticas em contextos profissionais na formação universitária. Cortez.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Marina Cyrino, Eliana Ayoub, Guilherme do Val Toledo Prado

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a. Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
b. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho on-line (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).






