Ensino de relações raciais na pós-graduação stricto sensu da área pública no Brasil
Palavras-chave:
Relações raciais, Pós-graduação, Administração públicaResumo
O racismo está enraizado na sociedade brasileira, sendo relevante discutir e promover ações antirracistas e de valorização da população negra. O ensino da temática “relações raciais” é importante instrumento para estimular essas ações, principalmente no âmbito dos programas de pós-graduação (PPGs) stricto sensu da área pública no Brasil. Assim, mediante pesquisa estatística-descritiva e análise documental, tais programas foram estudados e concluiu-se que a maioria dos que abordam a temática racial direta e/ou indiretamente em suas disciplinas está ligada às políticas públicas, enquanto o debate é secundarizado na maioria dos PPGs de Administração e Gestão Pública. Ademais, há uma tendência da não obrigatoriedade curricular de disciplinas que fazem referência direta à discussão racial.
Downloads
Referências
Almeida, S. L. (2018). O que é racismo estrutural? Letramento.
Araújo, D. C. (2018). Em busca de uma iniciativa histórica africana: Possibilidades e limites das práticas pedagógicas na educação básica. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, 99(252), 429-448. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2176-66812018000200429&lng=en&nrm=iso. https://doi.org/10.24109/2176-6681.rbep.99i252.3577
Barbosa, M. R. J. (2016). A influência das teorias raciais na sociedade brasileira (1870-1930) e a materialização da Lei n. 10.639/03. Revista Eletrônica de Educação, 10(2), 260-272. http://www.reveduc.ufscar.br/index.php/reveduc/article/view/1525/502
Camargo, M. J. R., & Benite, A. M. C. (2019). Educação para as relações étnico-raciais na formação de professores de química: Sobre a Lei n. 10.639/2003 no ensino superior. Química Nova, 42(6), 691-701. https://www.scielo.br/j/qn/a/nxp6kmy7nHDPYcMffThdScH/?lang=pthttps://doi.org/10.21577/0100-4042.20170375
Carvalho, M. P. (2018). História da educação da população negra: O estado da arte sobre educação e relações étnico-raciais (2003-2014). Educar em Revista, 34(69), 211-230. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-40602018000300211&lng=en&nrm=iso.https://doi.org/10.1590/0104-4060.57236
Cavalcanti, B. S. (1981). Formação do administrador público: Alternativas em debate. Revista de Administração Pública, 15(3), 31-53.
Chagas, W. F. (2017). História e cultura afro-brasileira e africana na educação básica da Paraíba. Educação e Realidade, 42(1), 79-98. https://www.scielo.br/j/edreal/a/KFVY38qTQ55qnVLx55sj7kh/?lang=pt. https://doi.org/10.1590/2175-623661125
Coelho, F. S., Almeida, L. S. B., Midlej, S., Schommer, P. C., & Teixeira, M. A. C. (2020). O campo de públicas após a instituição das diretrizes curriculares nacionais (DCNs) de administração pública: Trajetória e desafios correntes (2015-2020). Administração: Ensino e Pesquisa, 21(3), 488-529. https://raep.emnuvens.com.br/raep/article/view/1897/409. DOI 10.13058/raep.2020.v21n3.1897
Coelho, M. C., & Coelho, W. N. B. (2018). As licenciaturas em história e a Lei 10.639/03 – percursos de formação para o trato com a diferença? Educação em Revista, (34). https://www.scielo.br/j/edur/a/hvnLnRX7NpxPqJ9YqrBBQHG/?lang=pt. https://doi.org/10.1590/0102-4698192224
Conceição, E. B. (2009, setembro). A negação da raça nos estudos organizacionais. In Anais do Encontro Nacional da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração. São Paulo, SP, Brasil.
Conceição, M. S. (2018). Um estudo sobre o estado do conhecimento no tocante à implementação da Lei n. 10.639/2003 na educação básica (2009-2016) [Dissertação de Mestrado]. Núcleo de Estudos Transdisciplinares em Educação Básica, Universidade Federal do Pará, Belém, PA, Brasil.
Domingues, P. (2008). Um “templo de luz”: Frente Negra Brasileira (1931-1937) e a questão da educação. Revista Brasileira de Educação, 13(39), 517-534. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S141324782008000300008&lng=en&nrm=iso. https://doi.org/10.1590/S1413-24782008000300008
Fernandes, F. (1972). O negro no mundo dos brancos. Difusão Europeia.
Fonseca, M. V., & Rocha, L. F. R. (2019). O processo de institucionalização da Lei n. 10.639/2003 na rede federal de educação profissional, científica e tecnológica. Educação em Revista, 35, e187074. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-46982019000100428&lng=en&nrm=iso. http://dx.doi.org/10.1590/0102-4698187074
Gomes, N. L., & Jesus, R. E. (2013). As práticas pedagógicas de trabalho com relações étnico-raciais na escola na perspectiva de Lei 10.639/2003: desafios para a política educacional e indagações para a pesquisa. Educação em Revista, (47), 19-33. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-40602013000100003&lng=en&nrm=iso. https://doi.org/10.1590/S0104-40602013000100003
Guimarães, A. S. A. (2016). Formações nacionais de classe e raça. Tempo Social, 28(2), 161-182. https://www.scielo.br/pdf/ts/v28n2/1809-4554-ts-28-02-00161.pdf. https://doi.org/10.11606/0103-2070.ts.2016.109752
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (2013). Atlas do censo demográfico 2010. IBGE. https://censo2010.ibge.gov.br/resultados.html
Jaccoud, L. (2018) O combate ao racismo e à desigualdade: O desafio das políticas públicas de promoção da igualdade racial. In M. Theodoro (Org.), As políticas públicas e a desigualdade racial no Brasil 120 anos após a abolição (pp. 131-166). Ipea.
Lei n. 10.639, de 9 de janeiro de 2003. (2003). Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro--Brasileira”. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.639.htm
Lei n. 11.645, de março de 2008. (2008). Altera a Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei n. 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm
Lei n. 12.711, de 29 de agosto de 2012. (2012). Dispõe sobre o ingresso nas universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio e dá outras providências. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12711.htm
Lourenço, C. D. S., Magalhães, T. F., & Ferreira, P. (2014). A formação em administração pública no Brasil: Desafios, perfil de formação e especificidades da área. Administração Pública e Gestão Social, 6(4), 177-186. https://periodicos.ufv.br/apgs/article/view/4494/2357
Madureira, C. (2005). A formação profissional contínua no novo contexto da administração pública: Possibilidades e limitações. Revista de Administração Pública, 39(5), 1109-1133. https://www.redalyc.org/pdf/2410/241021503005.pdf
Maio, M. C. (1999). O Projeto Unesco e a agenda das ciências sociais no Brasil dos anos 40 e 50. Revista Brasileira de Ciências Sociais, 14(41), 141-158. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69091999000300009&lng=en&nrm=iso
Meinerz, C. B. (2017). Ensino de história, diálogo intercultural e relações étnico-raciais. Educação e Realidade, 42(1), 59-77. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S217562362017000100059&lng=en&nrm=iso>. https://doi.org/10.1590/2175-623661184
Muller, T. M. P. (2018). Livro didático, educação e relações étnico-raciais: O estado da arte. Educação em Revista, 34(69), 77-95. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010440602018000300077&lng=en&nrm=iso. https://doi.org/10.1590/0104-4060.57232
Ortegal, L. (2018). Relações raciais no Brasil: Colonialidade, dependência e diáspora. Serviço Social & Sociedade, 133, 413-431. https://www.scielo.br/j/sssoc/a/zxQfQVHgVLVdr8ZMvQRHMkz/?lang=pt. https://doi.org/10.1590/0101-6628.151
Paiva, A. R. (2015). Cidadania, reconhecimento e ação afirmativa no ensino superior. Revista Civitas, 15(4). dx.doi.org/10.15448/1984-7289.2015.4.23251
Parecer CNE/CEB n. 03, de 10 de março de 2004. (2004). Diretrizes Curriculares Nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana. http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/cnecp_003.pdf
Parecer CNE/CEB n. 14, de 11 de novembro de 2015. (2015). Diretrizes Operacionais para a implementação da história e das culturas dos povos indígenas na Educação Básica, em decorrência da Lei n. 11.645/2008. http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=27591-pareceres-da-camara-de-educacao-basica-14-2015-pdf&Itemid=30192
Peci, A., Soares, V. B., & Cabral, A. D. (2019, junho). A questão racial na administração pública: Promovendo a exploração ou a igualdade racial?. In Anais do VI Encontro Brasileiro de Administração Pública. Salvador, BA, Brasil.
Resolução CNE/CP n. 1 de 17 de junho de 2004. (2004). Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/res012004.pdf
Resolução CNE/CES n. 7 de 11 de dezembro de 2017. (2017). Estabelece normas para o funcionamento de cursos de pós-graduação stricto sensu. http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=78281-rces007-17-pdf&category_slug=dezembro-2017-pdf&Itemid=30192
Rosa, A. R. (2014). Relações raciais e estudos organizacionais no Brasil. Revista de Administração Contemporânea, 18(3), 240-260. https://www.scielo.br/j/rac/a/B8QtSZTYVYnZj3TgT4kBN7P/?format=pdf&lang=pt
Sá Silva, J. R., Almeida, C. D., & Guindani, J. F. (2009). Pesquisa documental: Pistas teóricas e metodológicas. Revista Brasileira de História & Ciências Sociais, 1(1), 1-15.
Santana, R. A. R., Akerman, M., Faustino, D. M., Spiassi, A. L., & Guerriero, I. C. Z. (2019). A equidade racial e a educação das relações étnico-raciais nos cursos de Saúde. Interface, (23). https://www.scielo.br/j/icse/a/fcFjjTxbDtytgD9dXxdVcJK/?lang=pt
Schwarcz, L. M. (2012). Nem preto nem branco, muito pelo contrário: Cor e raça na sociabilidade brasileira. Claro Enigma.
Silva, M. A. B. (2017). Racismo institucional: Pontos para reflexão. Laplage em Revista, 3(1). http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=552756521012. DOI: https://doi.org/10.24115/S2446-6220201731223p.127-136
Silva, P. B. G. (2018). Educação das relações étnico-raciais nas instituições escolares. Educação em Revista, 34(69), 123-150. https://www.scielo.br/j/er/a/xggQmhckhC9mPwSYPJWFbND/?lang=pt
Silva, T. D. (2016, novembro). Administração pública e relações raciais: Uma análise da produção científica entre 2011 e 2016. In Anais do VII Encontro de Administração Pública e Governança. São Paulo, SP, Brasil.
Souza, F. S., Pereira, L. M. S. (2013). Implementação da Lei n. 10.639/2003: Mapeando embates e percalços. Educação em Revista, (47), 51-65. https://www.scielo.br/j/er/a/MNXGXGyqnGXvcJF4WZvfLqP/?lang=pt&format=pdf
Theodoro, M. (2008). As políticas públicas e a desigualdade racial no Brasil 120 anos após a abolição. Ipea.
Tommaselli, G. (2020). Necropolítica, racismo e governo Bolsonaro. Caderno Prudentino de Geografia, Presidente Prudente, Dossiê “Conjuntura no Brasil: Retrocessos sociais e ações de resistência, 42(4),179-199. https://revista.fct.unesp.br/index.php/cpg/article/view/7868/5867
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2021 João Pedro Moreira Costa, Ana Cláudia Ribeiro, Klaique Andreia Araújo, Adílio Renê Almeida Miranda

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a. Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
b. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho on-line (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).






