Intersetorialidade e transversalidade: Análise do Brasil Carinhoso (2012-2015)

Autores

  • Maria do Carmo Meirelles Toledo Cruz Universidade Cidade de São Paulo (Unicid); Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), São Paulo (SP), Brasil https://orcid.org/0000-0003-4375-5270
  • Mariana Mazzini Marcondes Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal (RN), Brasil https://orcid.org/0000-0003-0701-6630
  • Marta Ferreira Santos Farah Fundação Getulio Vargas (FGV), São Paulo (SP), Brasil https://orcid.org/0000-0002-6517-3004

Palavras-chave:

Relações de Gênero, Cuidados com a Criança, Primeira Infância, Políticas Públicas

Resumo

Nosso propósito é analisar o Brasil Carinhoso, de 2012 a 2015, a partir das lentes teóricas da transversalidade e da intersetorialidade, destacando, ainda, as dimensões do cuidado. O Brasil Carinhoso foi uma iniciativa federal voltada ao desenvolvimento infantil, articulando educação, saúde, assistência social e nutrição. Com base em uma análise qualitativa de documentos oficiais e de entrevistas, evidenciamos uma concepção intersetorial do programa, abrangendo inovações no financiamento e na gestão, ainda que sua implementação tenha sido, em grande medida, setorial. A transversalidade de gênero não foi identificada, nem mesmo na concepção da iniciativa analisada, especialmente porque as abordagens de cuidado do Brasil Carinhoso deixam de considerar quem cuida, enfocando apenas quem é cuidado.

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Biografia do Autor

Maria do Carmo Meirelles Toledo Cruz, Universidade Cidade de São Paulo (Unicid); Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), São Paulo (SP), Brasil

Possui graduação em Administração Pública pela Fundação Getulio Vargas - SP (1985), bem como  mestrado e doutorado em Administração Pública e Governo pela mesma instituição. Professora do Mestrado Acadêmico em Educação e do Mestrado Profissional em Formação de Gestores Educacionais da Universidade de São Paulo (Unicid), professora da Pós-Graduação em Gestão Pública da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), professora credenciada da Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo e ex-professora da Escola Cepam. Atualmente é membro da coordenação da Rede de Estudos de Implementação de Políticas Públicas Educacionais (REIPPE).

Mariana Mazzini Marcondes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal (RN), Brasil

Graduada em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), mestra em Política Social pela Universidade de Brasília (UnB) e doutora em Administração Pública e Governo pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EAESP/FGV). Realizou estágio doutoral na University of Texas at Austin (Estados Unidos), em pesquisa comparada na América Latina. Pesquisa gênero, desigualdades e política pública, políticas sociais, gestão social e política comparada. Professora Adjunta de Administração Pública e Gestão Social da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e docente permanente do Programa de Pós Graduação em Gestão Pública (PPGP/UFRN). Coordenadora do Observatório da Desigualdades da UFRN.

Marta Ferreira Santos Farah, Fundação Getulio Vargas (FGV), São Paulo (SP), Brasil

Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (1974), mestrado em Sociologia pela Universidade de São Paulo (1983) e doutorado em Sociologia pela mesma universidade (1992). É avaliadora de diversas revistas da área de Administração e Ciências Sociais e assessora ad-hoc do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, da CAPES e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). É também professora titular da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas.

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Publicado

04-03-2024

Como Citar

Cruz, M. do C. M. T., Marcondes, M. M., & Farah, M. F. S. (2024). Intersetorialidade e transversalidade: Análise do Brasil Carinhoso (2012-2015). Cadernos De Pesquisa, 54, e10394. Recuperado de https://publicacoes.fcc.org.br/cp/article/view/10394

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