Estudos em Avaliação Educacional
https://publicacoes.fcc.org.br/eae
<div class="gmail_default"> <p>Foi criada em 1990, como desenvolvimento da revista <em>Educação e Seleção</em> (1980-1989). Até 2020 era uma revista quadrimestral, tornando-se uma publicação contínua em 2021. Publica trabalhos relacionados com a avaliação educacional e a análise de políticas e programas que dialogam com a avaliação e/ou venham a subsidiar estudos avaliativos, acolhendo trabalhos originários de diferentes áreas das ciências humanas, com perspectivas teóricas e metodológicas diversas, propiciando a troca de informações e o debate acadêmico.</p> <p><strong>Estudos em Avaliação Educacional</strong> é A1 no Qualis Periódicos 2017-2020.</p> <p>ISSN: 0103-6831 | e-ISSN: 1984-932X</p> </div>Fundação Carlos Chagaspt-BREstudos em Avaliação Educacional0103-6831<p> </p> <p>a. Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação.</p> <p>b. Todos os trabalhos estão licenciados sob a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/&source=gmail&ust=1767959853500000&usg=AOvVaw3Xa0PEIoy-6PeRwJZeDUbd">Licença Creative Commons Attribution</a> (CC BY 4.0), que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria.</p>Avaliação de impacto do Programa Um Computador por Aluno no desempenho escolar
https://publicacoes.fcc.org.br/eae/article/view/11072
<p>Este estudo visa a quantificar o impacto do Programa Um Computador por Aluno (Prouca) no desempenho educacional de estudantes do 9<sup>o</sup> ano do ensino fundamental das escolas públicas do Brasil. Utilizaram-se os microdados do Saeb e do Censo Escolar, aplicando o método de regressão descontínua <em>fuzzy</em> e considerando a quantidade de alunos e professores predita pela função de Maimonides. Os resultados revelaram que o Prouca não teve impacto significativo no desempenho dos estudantes nos exames de língua portuguesa e matemática. Essas evidências corroboram a literatura existente que avalia a implementação das tecnologias da informação e comunicação (TICs) nas escolas, especialmente em países em desenvolvimento.</p>Jayane Freires FerreiraEdward Martins CostaAhmad Saeed KhanGuilherme IrffiAlex Felipe Rodrigues LimaFelipe Resende Oliveira
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2026-03-262026-03-2637e11072e1107210.18222/eae.v37.11072Saeb e Teste de Fluência de Leitura com crianças imigrantes e brasileiras
https://publicacoes.fcc.org.br/eae/article/view/11712
<p>O presente trabalho buscou compreender o processo de avaliação educacional, a partir do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e do Teste de Fluência de Leitura, de crianças imigrantes e brasileiras na rede municipal de ensino de Boa Vista, Roraima. Por meio de uma etnografia, buscamos padrões interativos nas observações em sala de aula com duas turmas do 2<sup>o</sup> ano do ensino fundamental, nos dois semestres de 2023, e entrevista com as professoras e com a secretária de Educação do município. Com a análise, compreendemos que, embora as escolas estejam alinhadas às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular, não atendem às demandas dos alunos estrangeiros, ferindo a Lei n. 13.445/2017, que garante o acesso à educação aos imigrantes.</p>Leila Adriana BaptaglinFloralice Barreto OliveiraGabrielle Oliveira
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2026-01-302026-01-3037e11712e1171210.18222/eae.v37.11712Integrando a desigualdade ao Ideb por meio de um indicador complementar
https://publicacoes.fcc.org.br/eae/article/view/11832
<p>Neste artigo, introduzimos o Ideb-D, um Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) ajustado à desigualdade, compreendido como um indicador complementar ao Ideb. A divulgação simultânea dos dois evidenciaria a penalização de cada unidade educacional pela desigualdade de desempenho entre seus alunos. Como ilustração, comparamos o ordenamento pelo Ideb e pelo Ideb-D das regiões e também das unidades federativas brasileiras em 2007 e 2019. A penalização pela desigualdade implica inversões de posição, que se tornam mais frequentes conforme aumenta a aversão à desigualdade, controlada por um parâmetro na fórmula do indicador. Uma vantagem do Ideb-D é que ele leva em conta a desigualdade sem desprezar a nota de nenhum aluno – notas mais baixas são priorizadas diante de notas mais altas, e tanto mais quanto maior for o parâmetro de aversão à desigualdade.</p>Fabio Domingues WaltenbergBeatriz Morgado MarcojeLaís da Costa de Deus MiguelMylena da Silva Gomes Barreto
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2026-02-192026-02-1937e11832e1183210.18222/eae.v37.11832A história em quadrinhos como instrumento de avaliação na educação física escolar
https://publicacoes.fcc.org.br/eae/article/view/12097
<p>Este estudo analisa a história em quadrinhos como instrumento avaliativo para as aulas de educação física. Colaboraram com a pesquisa 23 crianças de uma escola do estado de Mato Grosso. As histórias em quadrinhos permitiram aos alunos narrarem seus processos de aprendizagem, significados em experiências individuais. Os resultados evidenciam que as regras e os fundamentos do basquete foram aprendidos (saberes-objetos e saber de domínio), mas também houve reflexões sobre valores, atitudes e questões socioculturais, como cooperação e respeito às diferenças (saber distanciação-regulação), o que denota a especificidade da educação física, que transcende a mera reprodução de habilidades motoras.</p>Ricardo Chaves dos SantosMarcela BruschiMarciel BarcelosMatheus Lima Frossard
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2026-04-152026-04-1537e12097e1209710.18222/eae.v37.12097Desempenho no Enade e Exame de Suficiência do CFC: Convergências e divergências
https://publicacoes.fcc.org.br/eae/article/view/12124
<p>Avaliaram-se os determinantes do rendimento no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e as taxas de aprovação no Exame de Suficiência do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) para os cursos de Ciências Contábeis. Foram utilizados dados de 552 cursos de graduação participantes dos exames no segundo semestre de 2022. Os resultados revelaram que, em ambos os exames, a categoria administrativa e a região de localização do curso foram fatores determinantes. No Enade, observou-se que percepções positivas sobre as oportunidades de ampliação da formação podem fazer a diferença. No Exame de Suficiência, a proporção de professores doutores vinculados à instituição pode ser relevante para a aprovação. A pesquisa fomenta e amplia a discussão sobre como características institucionais e docentes podem afetar o desempenho discente nos exames.</p>Bruno Barbosa de SouzaLayne Vitória FerreiraGilberto José MirandaEdvalda Araújo LealJanser Moura Pereira
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2026-04-072026-04-0737e12124e1212410.18222/eae.v37.12124Novas considerações sobre como medir desigualdade de proficiências
https://publicacoes.fcc.org.br/eae/article/view/12573
<p>Vou discutir alguns dos temas abordados na resposta de Soares e Ernica (2025) à minha crítica (Hoffmann, 2025) do uso da divergência de Kullback-Leibler na avaliação de proficiências em testes educacionais. Primeiro procuro deixar claro que as medidas de desigualdade de Theil não são casos particulares da divergência de Kullback-Leibler. Depois reconheço a importância de distinguir a desigualdade de oportunidades na obtenção de proficiências adequadas, mas ressalto que é válido e relevante considerar essa desigualdade como uma parcela da desigualdade total. Reconheço, também, que a análise da distribuição relativa pode ser uma metodologia muito útil; porém, no último tópico, destaco que o mais simples e claro é usar medidas clássicas de tendência central, dispersão, desigualdade e assimetria.</p>Rodolfo Hoffmann
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2026-01-302026-01-3037e12573e1257310.18222/eae.v37.12573Considerações sobre a nota do Prof. Delgado
https://publicacoes.fcc.org.br/eae/article/view/12621
<p>Em artigo anterior usei indevidamente “notas” como sinônimo de “proficiências”. Decerto a metodologia de avaliação do aprendizado avançou muito com a Teoria da Resposta ao Item (TRI). O debate sobre a escolha de medidas apropriadas se refere à comparação de distribuições de proficiências. O <em>T</em> de Theil não é um caso especial da divergência de Kullback-Leibler. Sigo defendendo o uso de medidas básicas de tendência central, dispersão e desigualdade para comparar distribuições de proficiências. Poder-se-ia acrescentar uma medida de assimetria. Representações gráficas podem ser esclarecedoras. É possível experimentar outros métodos, mas não faz sentido defender o uso da divergência de Kullback-Leibler para substituir as médias e variâncias ou evitar o uso de medidas comuns de desigualdade. Para ilustrar, analisam-se microdados do Sistema de Avaliação da Educação Básica.</p>Rodolfo Hoffmann
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2026-03-122026-03-1237e12621e1262110.18222/eae.v37.12621