Paulo Freire: pedagogia do oprimido trinta anos depois.

Dagmar Zibas

Resumo


Em recente entrevista a uma revista semanal brasileira de grande circulação (Revista Veja), Daniel Cohn-Brendit, o ex-rebelde que comandou as revoltas estudantis de maio de 68 na França, disse que os despossuídos estão órfãos, pois as questões sociais que lhes dizem respeito sumiram do atual discurso político. De fato, o atual predomínio das teses neoliberais tornou quase constrangedor mencionar-se a opressão econômica e social na América Latina. Parece que os dois pólos da relação histórico-dialética "opressor-oprimido" saíram de cena. Só se discute agora o "consenso social" para o avanço da modernidade. Nesse quadro, como fica a atualidade de seu livro A Pedagogia do oprimido, lançado há trinta anos?

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