Estado, educação e etnicidade: a experiência Belga.

Ana Lúcia E. F. Valente

Resumo


A utilização do conceito "etnia" e correlatos não tem sido consensual nos meios acadêmico-científicos. Dificuldades de diferentes ordens têm levado ao seu questionamento como ferramenta de análise. Destaca-se entre elas, a ativação de identidades étnicas com grande poder de exclusão e alteridade no contexto histórico atual de globalização. Apesar disso, o texto defende o seu emprego, justamente pelo fato de, pela sua própria ambigüidade, conseguir ser expressão do concreto escorregadio que pretende abarcar. Contudo, as dúvidas sobre a instrumentalidade de conceitos exigem que se procure, para além das abstrações, buscar a sua validade para a compreensão de situações sociais concretas. Nesse sentido, o texto busca analisar o processo histórico de constituição do Estado belga, colocando em evidência o estabelecimento de fronteiras étnicas por flamengos e francófonos e o papel desempenhado pela educação como elemento fundamental nas estratégias políticas. Metodologicamente a análise ancora-se nas proposições de Barth sobre etnicidade, procurando incorporar elementos de sua crítica.

Palavras-chave


Bélgica; Educação; Etnias; Barth, F.; Etnologia

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