Enriquecimento verbal em crianças marginalizadas.

Euza Maria de Rezende Bonamigo, Nilva Carmen Postal Bristoti

Resumo


O presente trabalho teve por objetivo analisar os efeitos da estimulação verbal sobre o vocabulário e sobre o aproveitamento escolar de crianças marginalizadas. Serviram como sujeitos do experimento 18 crianças de 1ª série de um Grupo Escolar de bairro pobre de Porto Alegre, com idades entre 6 a 9 anos, de ambos os sexos. Foram formados dois grupos, ao acaso, sendo um GE e um GC. Os sujeitos foram submetidos a pré e pós-teste que constava da emissão livre de palavras durante 5 minutos e da descrição de uma gravura. O programa de treinamento foi aplicado coletivamente e incluía exercícios de discriminação, conversação livre, estórias apresentadas através de discos e slides, descrição de gravuras e estórias contadas pelas crianças. Havia liberação de reforço verbal positivo contingente às respostas adequadas. Foram realizadas 20 sessões de treinamento, num total de 10 horas de trabalho. Para comparar o número de palavras emitidas no pré e pós-teste usou-se o teste dos sinais, tendo-se verificado que, enquanto no GE não se encontraram diferenças significativas entre pré e pós-teste, no GC estas diferenças ocorreram, mas no sentido de piora. Em outras palavras, se o GE não evidenciou melhora, o GC, sem treinamento, regrediu. A comparação do pós-teste do GE versus GC foi feita através do teste U de Mann-Whiteney, tendo-se encontrado diferenças significativas entre os grupos, favorecendo o GE. Os dados relativos a aproveitamento escolar, repetência e evasão não foram suficientes para se estabelecerem conclusões quanto ao êxito do programa.

Palavras-chave


Crianças marginalizadas; Comunicação verbal; Análise qualitativa; Rendimento escola

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