Afiliação no sexto ano do ensino fundamental sob o olhar dos alunos

Autores

Palavras-chave:

Ensino fundamental, Afiliação, Reprovação, Abandono escolar

Resumo

A transição para o sexto ano da educação básica é um processo que merece atenção, visto que o ano tem apresentado taxas de reprovação e abandono superiores àquelas encontradas nos demais anos finais, no Brasil. Neste texto, apresentamos a adaptação do conceito de afiliação, proposto por Coulon (2008) para a transição do ensino médio para o superior, e discutimos e refletimos sobre o uso do conceito para o sexto ano, a partir de um diagnóstico em uma escola pública de grande porte. Foram abordados os alunos de turmas regulares no 2o semestre de 2019 e analisou-se o conteúdo dos dados coletados. A afiliação é insuficiente para a análise de etnométodos criados pelos estudantes, mas é possível, ao complementá-la com uma dimensão relacional, ter uma visão abrangente da transição.

Biografia do Autor

Lys Maria Vinhaes Dantas, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Cachoeira (BA), Brasil

Mestrado em Administração e Doutorado em Educação. Professora Associada no Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Reconcavo da Bahia. Áreas de interesse: políticas educacionais, avaliação educacional, gestão pública, gestão de pesquisa.

Olivia Maria Costa Silveira, Secretaria Municipal de Educação de Pojuca, Pojuca (BA), Brasil

Mestrado e Doutorado em Educação. Secretária de Educação de Pojuca, Bahia. Áreas de interesse: gestão educacional, juventude, avaliação de políticas públicas.

Vládia Jamile dos Santos Jucá, Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza (CE), Brasil

Mestrado em Comunicação e Cultura e Doutorado em Saúde Pública. Professora Associada da Universidade Federal do Ceará, Instituto de Psicologia. Áreas de interesse: saúde mental infanto-juvenil, juventude.

Georgina Gonçalves dos Santos, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Cachoeira (BA), Brasil

Mestrado em Educação e doutorado em Sciences de l'Éducation. Professora Associada da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Centro de Artes, Humanidades e Letras. Áreas de interesse: ações afirmativas, serviço social, políticas sociais e vida universitária.

Referências

Alberti, S. (2010). O adolescente e o outro. Zahar.

Charlot, B. (1996). Relação com o saber e com a escola entre estudantes de periferia. Cadernos de Pesquisa, 97, 47-63.

Costa, J. F. (1986). Violência e psicanálise. Edições Graal.

Coulon, A. (1995a). A Escola de Chicago. Vozes.

Coulon, A. (1995b). Etnometodologia. Vozes.

Coulon, A. (1995c). Etnometodologia e educação. Vozes.

Coulon, A. (2008). A condição de estudante: A entrada na vida universitária. Edufba.

Davis, C. L. F., Tartuce, G. L. B. P., Nunes, M. M. R., Almeida, P. C. A. de, Silva, A. P. F. da, Costa, B. S. D. de O., & Souza, J. C. de. Anos finais do ensino fundamental: Aproximando-se da configuração atual. In Congresso de Educação Básica da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis. http://www.pmf.sc.gov.br/arquivos/arquivos/pdf/14_02_2013_16.35.56.fd59cb7bd5476a752ed3207621847219.pdf

Garfinkel, H. (2007). Recherches em ethonométhodologie. PUF.

Guareschi, N. (2012). Infância, adolescência e a família: práticas psi, sociedade contemporânea e produção de subjetividade. In A. M. Jacó-Vilela, & L. Sato (Orgs.), Diálogos em psicologia social (pp. 254-268). Centro Edelstein de Pesquisas Sociais.

Henares de Melo, M. C., & Cruz, G. de C. (2014). Roda de conversa: uma proposta metodológica para a construção de um espaço de diálogo no ensino médio. Imagens da Educação, 4(2), 31-39.

Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – Inep. (2018). Taxas de Rendimento Escolar – Brasil, Regiões Geográficas e Unidades da Federação. https://www.gov.br/inep/pt-br/acesso-a-informacao/dados-abertos/indicadores-educacionais/taxas-de-rendimento

Le Breton, D. (2011). Une brève histoire de l’adolescence. J.-C. Béhar. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. (1996). Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da União, seção 1.

Leite, S. A. da S. (1993). A passagem para a 5a série: Um projeto de intervenção. Cadernos de Pesquisa, 84, 31-42.

Lesourd, S. (2004). A construção adolescente do laço social. Vozes.

Paula, A. P. de, Praci, F. C., Santos, G. G., Pereira, S. de J., & Stival, M. C. E. E. (2018). Transição do 5o para o 6o ano no ensino fundamental: processo educacional de reflexão e debate. Revista Ensaios Pedagógicos, 8(1), 1-20. http://www.opet.com.br/faculdade/revista-pedagogia/pdf/v8/v8-artigo-3-TRANSICAO-DO-5-PARA-O-6-ANO-NO-ENSINO-FUNDAMENTAL.pdf

Pereira, L. O. de A., & Silveira, L. M. de O. B. (2017). Percepção das professoras sobre seus alunos do 5o ano. Psicologia da Educação, 45, 77-86. http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S141469752017000200008&lng=pt&nrm=iso

Sampaio, J., Santos, G. C., Agostini, M., & Salvador, A. de S. (2014). Limites e potencialidades das rodas de conversa no cuidado em saúde: uma experiência com jovens no sertão pernambucano. @Interface, 18(2), 1299-1312.

Sampaio, S. M. R., & Santos, G. G. dos. (2015). A teoria da afiliação: notas para pensar a adaptação de novos públicos ao ensino superior. Atos de Pesquisa em Educação, 10(1), 202-214.

Santos, G. G. dos. (2007). L’implication dans l’action éducative des jeunes brésiliens à risques. Esprit Critique Revue Intenationale de Sociologie et de Sciences Sociales, 9(1), 113-121.

Silva, I. G. da, Wolf, R. A. do P. (2015). A transição dos alunos do quinto ano para o sexto ano do ensino fundamental: Possibilidades e contribuições durante a transição por meio de um processo de ensino e aprendizagem significativa. Os desafios da escola pública paranaense na perspectiva do professor PDE (pp. 3-25) (Cadernos PDE). Secretaria de Educação do Estado do Paraná.

Sposito, M. P., Bueno, B. O., & Teixeira, A. M. F. (2017). Por uma sociologia dos etnométodos para compreender o mundo da educação: Contribuições de Alain Coulon. Educação e Pesquisa, 43(4), 1253-1268.

Todos Pela Educação. (2019). Anuário Brasileiro da Educação Básica 2019. Editora Moderna. https://www.todospelaeducacao.org.br/_uploads/_posts/302.pdf

Publicado

19-08-2021

Edição

Seção

Educação Básica, Cultura, Currículo