Relações de classe e de gênero e modificações no processo do trabalho docente.

Autores

  • Michael W. Apple

Palavras-chave:

Relações de gênero, Professoras, Corpo docente, Currículos, Trabalho

Resumo

Um exame da composição de classe ao longo das duas últimas décadas aponta para algo bastante dramático. O processo de proletarização tem tido um efeito tanto amplo quanto consistente. Dada a crise fiscal do estado, esse impacto será sentido mais diretamente entre empregados do estado, tal como o professorado. O processo de trabalho docente tem se tornado sujeito aos mesmos processos que têm levado à proletarização de muitos outros empregos. Contudo, o professorado não é constituído somente de pessoas situadas numa determinada classe. São pessoas também situadas num determinado gênero. Há uma evidente conclusão a ser tirada das análises da proletarização. Em toda categoria ocupacional, as mulheres estão mais sujeitas ao processo de proletarização que os homens. Este padrão é, naturalmente, amplamente reproduzido dentro da educação. Embora a imensa maioria do professorado nos Estados Unidos seja constituída de mulheres, a maioria dos cargos de direção nas escolas elementares é mantido por homens. Eu argumento que, a menos que vejamos as conexões entre essas duas dinâmicas - classe e gênero - não poderemos entender a história e os tentativos presentes para racionalizar a educação ou as raízes e os efeitos da proletarização sobre o próprio ato docente. É na intersecção dessas duas dinâmicas que se pode começar a deslindar algumas das razões pelas quais os procedimentos para racionalizar o trabalho docente têm se desenvolvido.

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Biografia do Autor

Michael W. Apple

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Publicado

09-08-2013

Como Citar

Apple, M. W. (2013). Relações de classe e de gênero e modificações no processo do trabalho docente. Cadernos De Pesquisa, (60), 3–14. Recuperado de http://publicacoes.fcc.org.br/index.php/cp/article/view/1229

Edição

Seção

Artigos